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Empresas vão à escola

A Associação Aprender a Empreender começa em Março as suas acções junto das escolas
13.01.2006


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Marisa Antunes

É DE pequenino que se torce o pepino e, por isso, nunca é cedo demais para incutir espírito de iniciativa e empresarial. Partindo deste pressuposto e num âmbito de responsabilidade social, a Associação Aprender a Empreender (AAE), congénere portuguesa da Junior Achievement — a maior organização mundial dedicada à formação de jovens em negócios —, vai lançar, já a partir de Março, uma acção que irá abranger 900 alunos de sete escolas da Grande Lisboa.

«O programa chama-se ‘Economia para o Sucesso’ e destina-se aos alunos do 9º ano de escolaridade, que durante seis semanas, ao ritmo de uma aula semanal, entrarão em contacto com temas como a gestão do orçamento familiar, os talentos profissionais ou as possibilidades de carreira, entre vários outros», explica a directora-geral da associação, Joana Loureiro.

Adão da Fonseca, presidente da Associação (e secretário-geral do Millennium bcp) enfatiza: «Queremos, através de uma actuação integrada dos sectores empresarial e educativo, trazer o mundo real aos jovens estudantes portugueses, despertando neles o seu potencial criativo. É que não se nasce empreendedor, aprende-se».

Para já, o programa de empreendorismo juvenil restringe-se a sete estabelecimentos de ensino da Grande Lisboa, entre os quais a Escola Básica Nuno Gonçalves, no centro, e a Escola Miguel Torga, em Almada. Mas o «grande objectivo» da AAE, como sublinha Adão da Fonseca, é apresentar as acções, alargadas a todo o país, a cerca de 5000 alunos até finais de 2006. «Queremos que os alunos criem uma empresa, no ambiente mais real possível, desde a concepção do produto à abertura de uma conta bancária, por exemplo», reforça Joana Loureiro.

Além do Millennium bcp, a Associação conta já com um leque de 12 empresas de grande notoriedade, tais como a EDP, Microsoft, Citigroup, General Electric, Brisa, Jerónimo Martins e Hill & Knowlton.

Nadim Habib, administrador da Hill & Knowlton, lembra que cada uma das 12 empresas associadas contribui não só financeiramente para as acções de responsabilidade social mas também com a mobilização dos seus colaboradores para a causa. «Para se integrarem no programa, os voluntários de cada empresa passam por um curso de formação», explica o administrador, frisando a importância de «envolvimento dos quadros das empresas» nestas acções de âmbito de responsabilidade social.

A Junior Achievement nasceu nos Estados Unidos em 1919 e é agora uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada a inspirar os jovens sobre o mundo empresarial. A Junior Achievement fornece programas curriculares para alunos dos 6 aos 25 anos em 98 países de todo o mundo (41 dos quais na Europa) e em 36 idiomas diferentes.





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