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Empresas contribuem mais para o ambiente

As acções de responsabilidade ambiental das empresas podem assumir as mais variadas formas.O importante mesmo é contribuir
23.02.2007


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Marisa Antunes
O cuidado com o ambiente é cada vez mais uma realidade nas empresas portuguesas, indo de encontro às preocupações da sociedade em geral, que já premeia as organizações que se destacam nesta área de responsabilidade social. A EDP - Electricidade de Portugal, tendo consciência de que as suas actividades inerentes à produção e distribuição de electricidade podem ter efeitos ambientais menos positivos em certas áreas, tem procurado um equilíbrio entre o objectivo das suas funções e a salvaguarda de valores ambientais.

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Um esforço que tem vindo a ser reconhecido. Muito recentemente, a Storebrand Investments, SRI, uma instituição escandinava comprometida com a responsabilidade corporativa e com relevo no investimento em empresas social e ambientalmente responsáveis, considerou a EDP como «best in class» pelo seu comportamento e desempenho exemplares nas vertentes ambiental e social. Uma distinção que contemplou a empresa portuguesa e mais 12 em toda a Europa, entre um total de 44 organizações dos sectores eléctricos de diversos países. “A EDP reconhece que tem impactos e tenta minimizá-los, dando um contributo positivo para o ambiente das mais variadas formas”, explica Neves de Carvalho, responsável da empresa nesta área.

Um exemplo: em 2005, a EDP tinha 8555 km de linhas construídas em áreas com estatuto de protecção da natureza. A necessidade de servir as populações destas zonas, aliada à preocupação empresarial com a conservação da natureza, levou à assinatura, em 2003, de um protocolo de colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza, a Quercus e a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, com vista a compatibilizar a construção de novas linhas e as linhas existentes com a avifauna, em zonas classificadas com estatuto de protecção da natureza. “Costumamos remover os ninhos de cegonha que foram construídos em maus locais na rede e recolocamo-los em postes não-eléctricos", realça o responsável.

Na construção de novos parques eólicos tem também definido um conjunto de orientações para a minimização do impacto ambiental durante as fases do empreendimento e que passam, entre outras acções, pela utilização de rede eléctrica interna subterrânea, evitando assim estragar o ecossistema da fauna local. Também a PricewaterhouseCoopers e a AESE - Escola de Direcção e Negócios, em parceria com a revista ‘Exame', destacaram a EDP na sua primeira edição do Prémio Cidadania das Empresas e Organizações, cujos trâmites para a segunda edição estão actualmente a decorrer.

“As empresas portuguesas, e não só as grandes como a EDP, mas também as PME estão a evoluir cada vez mais nesta questão da responsabilidade ambiental. Sabem bem qual é a legislação ambiental e não estão muito aquém dos seus parceiros da União Europeia nas suas aplicações”,
refere Rui Loureiro, «manager» da PricewaterhouseCoopers para a área da sustentabilidade.

É o caso da Vitacress, líder europeia na produção de agrião e na embalagem de produtos hortícolas, onde a protecção ambiental surge também como um dos seus lemas. Em Portugal, a Vitacress tem uma responsabilidade acrescida, pois duas das suas três unidades encontram-se em áreas de reserva natural: a de Almancil, que está inserida no Parque Natural da Ria Formosa, e a unidade de produção em Odemira, que se encontra dentro do perímetro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina.

“As nossas quintas estão certificadas e seguem à risca as responsabilidades ambientais impostas pelo protocolo EurepGap, optando sempre pelas aplicações naturais como os Bts (insecticida biológico) — por exemplo, no caso do agrião. A nível das adubações, a política passa por uma utilização maioritariamente orgânica. A rotação das culturas para permitir o descanso do solo e a gestão racional da água para a rega através de um sistema via satélite que mede a humidade da terra são práticas correntes na nossa empresa”, explica Susana Pais, responsável pela comunicação da empresa.

Noutra multinacional, a Siemens, a responsabilidade corporativa assenta em três vectores: económico, social e ambiental. Na questão ambiental, a multinacional alemã tenta não só descortinar novas formas de poupar energia nas suas 500 unidades espalhadas por todo o mundo e reduzir o impacto das suas actividades na biodiversidade, mas também envolver os seus colaboradores, com acções de sensibilização que por vezes duram vários dias.

Foi o que aconteceu com a Semana do Ambiente realizada na Siemens Portugal, no ano passado, que contou com a participação de 650 trabalhadores da empresa. Durante cinco dias, 2400 minutos, cinco temas foram o centro das atenções. Energia, resíduos, água, ar e o Dia Mundial da Terra foram o mote para palestras, jogos, concursos de fotografia, acções de voluntariado e até aulas de jardinagem.





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