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Emprego em contenção

10.09.2004


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Fernanda Pedro

APESAR de se registar uma tendência de crescimento na economia na União Europeia, a maioria dos gestores de multinacionais sediadas na UE afirma que decidiu efectuar cortes nos planos de criação de novos empregos e realização de investimentos de capital. Esta foi a conclusão do estudo efectuado pela PricewaterhouseCoopers Management Barometer com base em inquéritos efectuados junto de gestores de topo de grandes empresas multinacionais no segundo trimestre deste ano.


Com base no inquérito, 64% dos gestores inquiridos consideram que a economia da UE está a registar um crescimento sustentado, face aos 54% que tinham a mesma opinião no trimestre anterior.

Contudo, no que respeita a novas contratações, o inquérito antecipa uma quebra média de 1,6% do seu peso no total de empregados, face à estimativa prévia de 1%. Já os principais investimentos de capital deverão rondar em média 6,7% das receitas, uma queda em relação às estimativas anteriores de 7,9%.

De acordo com Ricardo Pinheiro, Territory Sénior Partner da PwC em Portugal, os gestores europeus acreditam que estamos perante uma recuperação sustentada. "Eles reviram em alta os seus objectivos em termos de resultados, mas o seu sentido inato de precaução pode estar a dizer-lhes que ainda é cedo para começar a pensar em avançar com os planos de investimento, em termos de contratações e dispêndios de capital", explica o gestor.

Para Viriato Barreira, director de Recursos Humanos da multinacional Nextiraone em Portugal, este estudo revela que "estamos perante um efeito normal que é estudado pelos economistas e sociólogos, é o chamado efeito de histerese do desemprego - é normal que a criação de emprego não reaja ao mesmo tempo que o crescimento da economia".

Segundo o especialista, o recurso "mão-de-obra" não é o mesmo que o recurso "energia", já que neste "basta desligar ou ligar um interruptor".Viriato Barreira acrescenta ainda, que se por um lado os RH não são um bem descartável também não são máquinas de capacidade e função produtiva matematicamente definida: "os RH possuem uma flexibilidade que não se encontra nos outros recursos produtivos, que se reflecte numa capacidade de adaptação das organizações a períodos de maior esforço, especialmente à saída de períodos de crise".

O estudo revela também que os gestores salientam três factores cruciais como potenciais ao crescimento nos próximos 12 meses: concorrência dos mercados estrangeiros, pressões legislativas e reguladoras e taxas de câmbio.






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