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É urgente apostar na educação

19.09.2003


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Vítor Andrade
vandrade@mail.expresso.pt

NESTA semana o Governo veio lembrar-nos que somos um país de fraca produtividade.

O excesso de burocracia e a existência de uma forte economia paralela (aquela em que as empresas não passam facturas e não pagam impostos nem segurança social) foram apontados como os principais entraves ao desenvolvimento económico do país.

No entanto, e de acordo com um estudo agora divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (ver texto nesta página), há ainda um outro factor igualmente preocupante que tem de ser considerado.

É que cerca de 80% dos directores e gerentes de pequenas e médias empresas - que constituem a maioria esmagadora do tecido empresarial nacional - possuem um nível educacional inferior ao 9º ano de escolaridade.

Ora, isto é gravíssimo, pois coloca o nível de exigência destes agentes num patamar bastante inferior ao que seria desejável. Todos nós sabemos que uma das maiores falhas do país é a educação dos portugueses, e não é difícil deduzir que pessoas menos formadas serão seguramente profissionais menos exigentes, menos habilitados e menos produtivos.

Igualmente sintomático desta falta de exigência por parte do patronato português é o facto de o recrutamento de mão-de-obra continuar a dar pouca importância aos candidatos com licenciatura, como se pode comprovar em cada edição do EXPRESSO/Emprego.

Ainda esta semana isso ficou claro, pois metade das ofertas de trabalho não mencionavam aquele requisito.





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