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Açores forma em energias renováveis

19.09.2003


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Fernanda Pedro

ENERGIA não é um assunto novo ministrado nas escolas, mas o mesmo não se pode dizer quanto às energias renováveis.

Na realidade, as energias alternativas vão dentro em breve ser alvo de uma formação especializada no arquipélago dos Açores.

A formação está integrada no projecto-piloto Renewcology, do programa europeu Leonardo da Vinci, cujo objectivo é levar o ensino das energias renováveis a cinco países europeus.

De acordo com Hans Eric Broden, coordenador internacional do projecto, esta iniciativa será concretizada através de cursos sobre diversos tipos de energias renováveis tais como a eólica, solar, biomassas, até à ecologia humana.

Os alunos podem depois seguir uma especialidade no ensino superior ou encontrar um emprego numa empresa especializada em energias alternativas.

Em Portugal, o projecto está centrado na Direcção Regional da Juventude, Emprego e Formação Profissional dos Açores e a Escola Profissional da Ilha de São Jorge será uma das instituições parceiras neste projecto.

Júlio Sousa, director pedagógico desta instituição educativa, mostra-se bastante expectante quanto à realização dos cursos.

"As energias renováveis serão cada vez mais utilizadas no futuro, por isso há a necessidade de formar especialistas nesta área. Os Açores vêm inclusive desenvolvendo há muito as forças energéticas renováveis disponíveis no arquipélago", explica o director.

Um futuro "cluster" açoriano?


Júlio Sousa lembra a utilização da energia geotérmica em S. Miguel na ribeira Grande, a eólica na Terceira e o parque de recolha de energia das ondas e das marés no Pico (um projecto do Instituto Superior Técnico).

"Nesse sentido, a implementação de cursos de formação em energias renováveis são muito importantes para o arquipélago", refere o director.

Apesar de se tratar ainda de um projecto-piloto e ainda em fase de experimentação em Portugal, Júlio Sousa, revela que a formação será dividia em três patamares.

O primeiro, essencialmente teórico sobre energias alternativas em geral, o segundo mais prático e direccionado para uma energia específica e o terceiro passa pela elaboração de um projecto por parte dos alunos.

"Os Açores apresentam grandes potencialidades nesta área - falta apenas o 'know-how'dos nossos técnicos", remata Júlio Sousa.





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