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Desigualdade em debate

30.09.2005


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Cátia Mateus

A IGUALDADE entre os sexos na gestão do quotidiano laboral foi o tema central do oitavo Fórum Nacional de Medicina no Trabalho. No centro do debate esteve a articulação entre a esfera familiar e profissional, com resultados que para os intervenientes no fórum são preocupantes penalizando as famílias.

Entre as principais conclusões destaca-se o facto de Portugal ter uma das maiores taxas da União Europeia ao nível da participação feminina no mundo do trabalho. Por outro lado, a esmagadora maioria dos trabalhadores cumpre horários muito longos e irregulares, como refere Sara Casaca, docente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e investigadora do Centro de Sociologia Económica e das Organizações.

A especialista refere que «tem aumentado a flexibilidade do tempo de trabalho, assistindo-se à banalização da prestação de trabalho em horários anti-sociais (fins de tarde, noites, fins-de-semana e feriados), bem como à sua imprevisibilidade». Por outro lado, segundo Heloísa Perista, socióloga e investigadora, Portugal tem ainda graves assimetrias entre homens e mulheres na partilha do trabalho não pago e nas actividades domésticas e parentais.

De acordo com o Instituto nacional de Estatística, em Portugal os homens trabalham em média mais uma hora do que as mulheres, mas elas despendem mais três horas por dia em trabalho doméstico e familiar, nem sempre são fácil de conciliar com as exigências de um mundo laboral cada vez mais competitivo.





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