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Desemprego cresce na região algarvia

04.02.2005


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Sofia de Almeida

OS NÚMEROS são reveladores, há 16.173 desempregados na região do Algarve. Com maior incidência em pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 49 anos, o desemprego atinge todas as áreas e inscritos com qualificações que vão do ensino básico à formação superior e qualificada. Aumentou o número de jovens com menos de 25 anos que não conseguem encontrar trabalho, assim como os imigrantes que vieram dos países de Leste.

As causas são diversas e pouco esclarecedoras. Para a directora do Serviço de Planeamento do Instituto do Emprego e Formação Profissional, o desemprego desacelerou e a tendência deve manter-se no próximo ano. Edite Marques, observa que o Algarve tem um problema específico que se relaciona com o Turismo que torna o desemprego mais sazonal, «a partir de Abril começa-se a registar uma descida do número de inscritos que volta a subir no final da época alta».

A responsável por este departamento do IEFP acredita que as medidas políticas tomadas neste âmbito e a ainda incipiente retoma da economia estão na base desta descida. Portimão e Lagos são as cidades que mais preocupam o instituto, uma vez que por aquelas bandas não há sinais de abertura no sector turístico. O Euro não atingiu as expectativas e a retoma ainda não se fez notar.

O desajustamento entre a oferta e a procura dificultam a colocação de alguns desempregados. Em 2004, o IEFP recebeu cerca de 8300 ofertas de trabalho, apenas metade do número de desempregados inscritos no mesmo período. Além deste número ser baixo, o grau de satisfação de oferta não atinge os 60%.

Segundo Edite Marques, «há pessoas que querem trabalhar mas já há muitas que não estão disponíveis para aceitar um emprego, habituam-se ao subsídio e arranjam formas de o manter». As principais queixas dos desempregados inscritos no IEFP passam pelos baixos salários, problemas de transporte e polivalência profissional.

Ao longo do ano de 2004 o IEFP conseguiu colocar por ajuste directo cerca de 28% dos desempregados ali inscritos, um valor insuficiente para diminuir o desemprego no Algarve.

Jornal do Algarve — Rede Expresso

 

 





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