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Currículos que abrem portas

Cerca de 30 segundos é o tempo necessário para um curriculo mostrar o que vale
23.06.2006


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Marisa Antunes
Claro, curto e conciso. A elaboração de um currículo deve seguir exactamente as mesmas regras de um «slogan» publicitário, até porque o tempo que os empregadores demoram a fazer uma primeira triagem não vai além dos 30 segundos por candidatura.


«Não se deve contar a história da nossa vida no currículo, que deverá ter até duas páginas. Para recém-licenciados basta uma, pois não têm ainda experiência profissional», resume Manuel Arroja, administrador da Michael Paige, empresa de selecção e «executive search». O responsável recorda que a empresa recebe, em média, 100 respostas por cada anúncio publicado. «Cerca de metade são logo excluídos na primeira etapa», realça.

A DMB Portugal, líder em «outplacement», trabalha com as empresas que querem dispensar colaboradores, ajudando a encontrar nova colocação para estes profissionais. «O mercado está muito competitivo e a primeira imagem que surge por parte de quem quer entrar nesse mercado é precisamente o ‘curriculum vitae' (CV). Este deve por isso ser um instrumento de venda do candidato», resume Amélia Peixoto, «marketing manager» da DBM.

O que deve então constar nesta apresentação profissional em formato papel? «Coloque-se no papel do recrutador e prepare-se para se dar a conhecer. Cuide da forma e conteúdo mas evite converter o seu CV numa maçadora lista de empresas e funções. Caracterize as suas funções, inclua as responsabilidades e distinga-se da concorrência, evidenciando as suas competências e preferências», pormenoriza Amélia Peixoto.

Referir os contactos de uma forma clara e utilizar verbos de acção são também mais-valias a incluir neste documento, sublinha Sónia Silva, directora da Fairplace, empresa de «outplacement» do grupo Select. «É fundamental recorrer a palavras fortes e activas que consigam transmitir a sua experiência e as suas implicações para o futuro», destaca ainda a responsável.

O que impressiona mesmo os recrutadores mas no mau sentido são os erros ortográficos, meio caminho andado para serem liminarmente excluídos, acrescenta Manuel Arroja. «Ou faltas de cuidado como colocarem o nome errado da empresa», exemplifica. Mas não só.

É de mau gosto utilizar o pronome «eu», gíria, calão ou palavras abreviadas, tal como detalhes sobre afiliações religiosas ou partidárias, refere Sónia Silva. «Também não se deve incluir o salário, motivos de despedimento, nem descrever detalhadamente todos os cursos de formação frequentados», relembra a responsável da Fairplace. É totalmente inconveniente mentir e usar adjectivos que o qualifiquem como pouco modesto, acrescenta ainda a especialista.

Desperte o interesse

- Dedique tempo à elaboração do seu currículo.
- Coloque-se no papel do recrutador e identifique os aspectos que considera mais importantes.
- Cuide da forma e do conteúdo.
- Caracterize as suas funções, inclua as responsabilidades e distinga-se da sua concorrência.
- Evidencie as suas competências e preferências.
- Venda-se, inclua realizações e contributos.
- Evite frases complicadas e parágrafos muito extensos
- Certifique-se que não tem erros de ortografia.
- Seja conciso e não se sobrestime ou subestime.
- Comece pelo mais actual e dê prioridade à informação face ao que pretende fazer a seguir.
Fonte: DBM Portugal





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