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Coworking atrai portugueses

Coworking atrai portugueses

Na era da flexibilidade laboral, os espaços de trabalho partilhados têm vindo a conquistar um número crescente de profissionais em Portugal. Somam-se em solo nacional os espaços de coworking, mais ou menos especializados, com menor ou maior leque de valências associadas. A redução de custos e a possibilidade de trabalhar lado-a-lado com parceiros relevantes para o negócio figuram entre os principais aliciantes desta nova forma de trabalhar.

19.12.2014 | Por Cátia Mateus


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É a tendência do momento. As novas gerações de profissionais conhecem bem estes espaços e alguns nem nunca conheceram outro local de trabalho que não este. Os espaços de coworking (escritórios partilhados) estão a ganhar escala em Portugal, sobretudo entre os freelancer ou empreendedores em fase de arranque do seu projeto empresarial. Portugal é já um dos dez países do mundo com mais espaços de trabalho partilhados por cada 100 mil habitantes.

O diretório coworkworld dá conta da existência de 65 espaços de cowork em território nacional, a maioria concentrados em Lisboa e no Porto. O potencial de crescimento é imenso e alguns são já apontados como exemplos a seguir a nível internacional, como o Ávila Cowork que este ano foi apontado como um case-study na Conferência de Parceiros eOffice em Londres.?Há quem já os classifique como os espaços de trabalho do futuro pela atratividade que têm vindo a assumir junto dos jovens profissionais e pelo índice de crescimento que têm registado em solo nacional. Há em Portugal escritórios partilhados para todos os gostos e preços. Há os que agregam indústriais mais ligadas à criatividade, contemplando as várias valências necessárias a esta área de atuação, há os mais voltados para as tecnologias, os vocacionados para as práticas de investigação e os mais comuns com espaço para trabalhar e salas para reunião.

Os custos de garantir lugar num destes centros são variáveis podem rondar entre €25 a €300 euros, consoante a tipologia do centro, o espaço e as infraestruturas que oferece. Mas não é apenas o preço, bastante inferior ao arrendamento mensal de um escritório, que faz destes espaços uma opção para um número cada vez maior de profissionais.

Rentabilidade e networking
“As empresas a nível mundial concordam que áreas de trabalho compartilhadas, também conhecidas como coworkingm são uma mais-valia que promove a eficiência, a inovação e o networking empresarial” realça o mais recente estudo da Regus, especialista em espaços de trabalho flexíveis. As conclusões do inquérito conduzido pela empresa junto de 22 mil profissionais em 100 países, demonstram que são cada vez mais as empresas a escolher o coworking para melhorar a acessibilidade a um local de trabalho perto de casa, aos seus colaboradores, de uma forma rentável e flexível.?

Em termos globais, revela o estudo, “dos 22 mil profissionais inquiridos, 89% apontam o custo-benefício do coworking e 88% afirmam que ajuda a reduzir os custos de limpeza e manutenção que as empresas e profissionais têm com um escritório normal”. Mas as vantagens identificadas vão muito além. ?Os inquiridos destacam a rentabilidade (94,9%), a redução de custos (94%) e a proximidade a fornecedores e a prestadores de serviços - networking - (93,2%) ou a eventuais parceiros (79,5%) como vantagens de trabalhar num espaço partilhado. Da lista de benefícios faz ainda parte o incentivo ao empreendedorismo e à inovação resultante da partilha de ideias e da complementariedade das várias empresas presentes, apontado por 77,8% dos profissionais e, a maior facilidade em expandir ou reduzir a estrutura empresarial, uma vez que o espaço físico é flexível.



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