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Construção rende mais em Espanha

O país vizinho está a cativar cada vez mais trabalhadores da construção, deixando as empresas nacionais do sector sem mão-de-obra
25.09.2008


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Cátia Mateus
Nos últimos cinco anos mais de 120 mil trabalhadores do sector da construção abandonaram o país para trabalhar no estrangeiro. A grande maioria rumou a Espanha onde os salários são muito superiores aos praticados em território nacional. Esta ‘fuga' deixou o sector da construção nacional a braços com um problema, cada vez mais sério, de falta de mão-de-obra qualificada e causa preocupação ao Sindicato da Construção do Norte (SCN).

“Em Portugal, um operário qualificado de primeira aufere 531,50 euros mensais, enquanto em Espanha um trabalhador a desempenhar as mesmas funções ganha 1200 euros”. O panorama é traçado por Albano Ribeiro, presidente do SCN, e serve para explicar uma fuga de força laboral que se tem vindo a acentuar nos últimos anos, deixando as construtoras portuguesas sem trabalhadores.

A situação atinge contornos de tal forma graves que o sindicato recebeu já o apelo de várias firmas interessadas em recrutar trabalhadores. “Uma série de empresas contactaram já o SCN para tentarem recrutar colaboradores que não encontram no mercado. Falamos de centenas de trabalhadores. Só para uma empresa eram 250”, explica Albano Ribeiro, confessando que o sindicato chegou a contactar alguns dos seus associados a trabalhar em Espanha que não se manifestaram disponíveis para regressar ao país.

O dirigente sindical atribui culpas “à política dos baixos salários praticada em Portugal” e compreende que não seja estimulante para os trabalhadores voltarem porque “mesmo ganhando bem menos do que os espanhóis, auferem mais do que em Portugal”.

Para contrariar esta realidade e trazer de volta ao país muitos destes trabalhadores, o sindicalista prepara-se para apresentar uma proposta às entidades patronais para que “em vez de 530 euros, os trabalhadores da construção passem a ganhar em Portugal, pelo menos 800 euros”. Albano Ribeiro quer também promover em Portugal uma grande interacção com os parceiros sociais no sentido de passar a mensagem de que os trabalhadores da construção não podem ter, em Portugal, o nível salarial até aqui praticado.





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