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A vida em rede

Já lhe chamaram a ‘cunha’ dos tempos modernos mas o «networking» está longe de ter um conceito tão castrador e restritivo. Portugal rendeu-se ao poder de uma boa rede de contactos e até já há no país cursos que ensinam a arte de criar a melhor das redes relacionais
25.09.2008


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Cátia Mateus
Nunca a arte da confraternização teve tanto mistério. Longe vão os tempos em que um aperto de mão era o símbolo máximo da consolidação de uma parceria. Hoje, este processo tem muito mais ciência. «Networking» tornou-se uma palavra-chave quer na vida pessoal quer na profissional e como tamanha importância não se compadece com uma gestão amadora, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) vai colocar no mercado o curso «Plano Integrado de Networking — Como construir uma Rede de Relações». Trata-se de familiarizar os formandos com as estratégias necessárias à utilização das redes de conhecimentos enquanto factor de competitividade.

Não há muito tempo, a arena do Campo Pequeno, em Lisboa, acolheu cerca de 700 pessoas. Em nome de quê? Do milagre do «networking». Com efeito, a Jason Associates conseguiu reunir 700 elementos da sua rede virtual de talentos portugueses no mundo — o The Star Tracker (onde só se acede por convite) — para partilhas experiências e conhecimento. A dimensão do evento, que de resto reúne a bênção de empreendedores e «players» nacionais de peso, mostra bem a importância que os portugueses tem vindo a atribuir à criação de redes de contacto, sejam elas do foro pessoal ou profissional.

Com efeito, João Abreu, professor universitário, coordenador do Curso de Networking da ANJE — e o único português com certificação de formador em Emotologia, atribuído pela Cidade do Cérebro, no Brasil — desconstrói o «curriculum vitae» de uma pessoa não só pelo seu percurso formativo e de qualificação mas, sobretudo pelo seu potencial de contactos gerados. Talvez por isso o curso que lidera utilize como metodologia formativa um regresso ao passado, para que os formandos possam de facto perceber o capital de conhecimentos que alcançaram. “Numa primeira fase tentamos que esta formação assente menos em ferramentas informáticas e mais em relacionamento interpessoal e autoconhecimento. Levamos as pessoas a analisarem o seu CV não apenas na vertente de qualificação, mas sobretudo nos contactos que realizaram ao longo do seu percurso e que são, ou poderiam ser, actualmente parte da sua base de relacionamentos”, explica João Abreu.

Ultrapassada esta fase, o formando terá que responder à questão “o que sou eu e o que quero ser?” Isto porque, como refere o docente, no «networking» o fundamental é perceber quais são as nossas metas uma vez que quem não sabe onde quer ir, raramente percebe e aproveita o que encontra pelo caminho”. Palavras sábias de quem dá dicas concretas para uma rede de contactos ‘à prova de bala' (ver caixa).

João Abreu adopta nesta formação “um modelo que trabalha sobretudo o formando ao nível das suas competências, levando-o a conhecer as suas limitações, interesses, paixões, valores, intolerâncias e com isto criar a sua carta curricular ao nível das emoções”. Partindo então de um «Balance Scorecard» pessoal e da auto-avaliação de sonhos, metas, os participantes terão a oportunidade de elaborar um plano de acção efectivo, adaptado aos seus próprios objectivos e à sua missão pessoal e profissional. O coordenador do curso reconhece que a criação de rede de contactos tem o seu ‘quê' de moda em Portugal, mas acrescenta que a maioria das pessoas não sabe como tirar um real benefício do seu percurso de vida e dos conhecimentos que este lhe gerou. Segundo João Abreu, a correcta utilização de uma rede de contactos requer investimento, estratégia e um plano de acção bem definido e esta é uma área de importância crescente no mundo empresarial e profissional.

O arranque deste curso tem lugar em meados de Outubro, na sede da ANJE no Porto. Ao todo, são 12 horas de formação pós-laboral onde 15 formandos (limite máximo) aprenderão a tirar o melhor partido das pessoas com quem lidam. Apresentando a integração em redes como uma variável do sucesso pessoal, social e empresarial, esta acção de formação direcciona-se a todas as pessoas que pretendam conhecer e estudar novas estratégia de relacionamento e inovadores processos de «networking».





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