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Centros comerciais fomentam emprego

Em tempos difíceis como os actuais, os espaços comerciais estão a criar emprego. Só com três projectos que vão abrir ainda este ano, vão ser criados quase 7500 postos de trabalho
19.02.2009


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Maribela Freitas
Vivem-se tempos de crise e o desemprego é, fatidicamente, a palavra de ordem. Perante este cenário, será que ainda existem postos de trabalho disponíveis? Parece que sim e alguns deles surgem na área do comércio. Para os próximos meses está prevista a abertura de três espaços comerciais em Lisboa, Guimarães e Portimão. Com eles estão garantidos à partida quase 7500 novos empregos.

Localizado na zona norte do concelho da Amadora e promovido pela Chamartín Imobiliária em parceria com o ING Development, o centro comercial Dolce Vita Tejo, com abertura prevista para Maio, vai criar cinco mil postos de trabalho directos. “O grosso dos empregos dizem respeito aos profissionais de atendimento ao público, restauração e aos prestadores de serviço, como sejam empregos nas áreas de limpeza, segurança e manutenção”, explica António Carlos Almeida, director de recursos humanos e desenvolvimento sustentável da Chamartín Imobiliária.

Os interessados em candidatar-se a um emprego neste shopping podem fazê-lo no sítio da Internet www.dolcevitashopping.eu ou no Instituto de Emprego e Formação da Amadora. “O recrutamento terá mais intensidade nos meses de Março e Abril, pois os operadores estarão a recrutar para preparar os seus negócios para a abertura. No sítio Dolce Vita os candidatos poderão ainda concorrer a cada marca que tem um estabelecimento no centro e que colocaram o seu anúncio de uma forma personalizada”, salienta António Carlos Almeida.

Mas com a retracção da procura e tendo em conta que os shoppings vivem do consumo, será que estes postos de trabalho vão ser sustentáveis a longo prazo? “Temos a certeza que sim, pois acreditamos na qualidade do projecto e na sua capacidade de dinamização de toda a região envolvente”, afirma o director de recursos humanos da Chamartín Imobiliária.

Vanda Santos, coordenadora de recursos humanos e qualidade da empresa de recrutamento e selecção Adecco partilha desta opinião. “Falar do mercado de emprego a longo prazo parece arriscado, no entanto a verdade é que mesmo em momentos de crise os centros comerciais são sempre visitados, independentemente dos clientes efectivarem compras ou não”. Na sua perspectiva os centros comerciais terão sempre movimento e afluência de clientes “o que por si só contribui para a manutenção dos postos de trabalho criados”.

Fora de Lisboa vai abrir ainda este ano o Espaço Guimarães que conjuga uma parte de centro comercial com outra de Retail Park. Promovido pela Bouygues Imobiliária e pela Multi Development, vai criar 2112 postos de trabalho directos e três mil indirectos. Para Aniceto Viegas, director-geral da Bouygues Imobiliária, “os projectos comerciais são importantes para o emprego e para a economia nacional e local”.

Por norma a sua influência económica e nível de emprego desenvolve-se durante a construção e funcionamento efectivo. Este tipo de projectos mexem com a economia na fase de construção, através da movimentação de capital, investimento, receita fiscal e emprego. Durante a fase de exploração exercem a sua influência “através da estimulação do consumo, gerando por consequência mais emprego, investimento e receita fiscal”, acrescenta Aniceto Viegas. Na perspectiva do director-geral da Bouygues Imobiliária, para que os projectos não percam a sua sustentabilidade, o importante é “não criar oferta excessiva nos diferentes mercados. Quanto à evolução do consumo, este não se retrai, o seu crescimento é que é menor”.

A Bouygues Imobiliária vai abrir em Março em conjunto com a Lanca SGPS o Portimão Retail Center que vai criar 220 postos de trabalho directos e 760 indirectos. Para 2010 tem agendada a abertura do Centro Comercial Espaço Braga com o potencial de criação de 2058 empregos directos e 3000 indirectos. Já em 2011 abrirá o Centro Comercial Aqua Portimão, que criará 1650 postos de trabalho directos e 2600 indirectos.

Ainda no que respeita ao emprego na área comercial, no final do ano passado o Grupo FDO abriu um centro comercial nas Caldas da Rainha e outro na Guarda, onde cada um potenciou 800 postos de trabalho directos. Este ano vai abrir um espaço comercial na Maia — cujo projecto foi alterado e os números do emprego estão a ser revistos. Em 2010 prevê abrir o Vivaci Beja, que vai criar 910 empregos directos e 65 indirectos. “O grupo FDO tem seguido uma política que passa por estabelecer protocolos ou parcerias com entidades e instituições locais com vista a divulgar as oportunidades de emprego existentes nos Vivaci a nível da gestão operacional do centro comercial e das lojas, fomentando o emprego nas regiões onde está implantado”, divulga fonte do grupo.

Segundo dados da consultora imobiliária Cushman&Wakefield, além dos projectos de centros comerciais e retail parks já referidos, deverão abrir as portas mais sete ainda este ano. E como é claro esta situação vai reflectir-se no emprego. Diariamente chegam à Adecco oportunidades de trabalho “tanto para os centros comerciais já em funcionamento, como também para novas lojas”, refere Vanda Santos. Operadores de loja/caixa em regime de trabalho temporário com possibilidade de futura integração nas empresas é a função mais pedida.

“O recurso à contratação em part-time é bastante frequente dado que a necessidade de colaboradores/reforço de equipas, está muitas vezes associada às flutuações da actividade nas lojas, durante parte do dia ou da semana”, salienta a coordenadora de recursos humanos e qualidade da Adecco. Acrescenta ainda que as situações de part-time e rotatividade são comuns em funções de menor responsabilidade e não nas funções ligadas à coordenação e supervisão, portanto posições de chefia, dos espaços comerciais.





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