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Católica aposta na internacionalização

27.02.2004


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Ruben Eiras

A CONQUISTA de um lugar entre as melhores escolas de negócios do mundo é o objectivo da forte aposta na internacionalização que o departamento de formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa (UCP) está a realizar no momento.


De acordo com Luís Cardoso, director daquela unidade universitária, as linhas de acção para concretizar a meta centram-se no aprofundamento da cooperação com escolas europeias e americanas de renome, no estreitamento das parcerias com o mercado brasileiro e no desbravar das oportunidades em emergência no mercado chinês.

Em relação ao nosso país-irmão do continente sul-americano, Luís Cardoso avança que a UCP está em vias de celebrar formalmente com a Confederação da Indústria Brasileira (organização que está presente nos 27 Estados do Brasil) um acordo para leccionar um curso internacional de Top Management.

Esta iniciativa envolve outras duas escolas de negócios europeias com prestígio mundial, o Insead e o Institute for Management Development (IMD).

"Este curso dirige-se a executivos de topo de grande qualidade - vamos ter a 'nata' da gestão brasileira neste programa de ensino", sublinha o responsável. O curso tem uma duração de duas semanas nas escolas em que é leccionado e funciona num regime intensivo e residencial.

Na rota da China

O outro mercado no qual a UCP está a desenvolver esforços para criar uma oferta de formação para executivos é o chinês. Segundo Fernando Cardoso, fazer um curso numa escola europeia é um factor "muito valorizado" no a zona laboral do Império do Meio.

"Além disso, há uma 'fome' por parte dos chineses para conhecer as realidades europeias. A oferta deste tipo de conhecimento na China ainda é escassa e há oportunidades a desbravar", refere aquele docente.

Como tal, a UCP está a efectuar uma avaliação no terreno para criar um curso de gestão com incidência nos negócios do mercado europeu. De acordo com Luís Cardoso, o curso será baseado em Hong Kong e em Guang-Zhou, uma província situada no sul da China.

A janela de Macau

Mas em Macau também existem janelas de oportunidades. "O Governo chinês está a redireccionar muitos projectos de investimento para a zona de Macau, com o objectivo de criar um contrapeso à influência de Hong Kong. Isto significa que a procura de competências de gestão irá aumentar", considera aquele responsável.

Neste plano, a UCP - que em conjunto com a Diocese de Macau, criou o Instituto Universitário de Macau - irá alargar a oferta de MBA naquela região. Outra iniciativa a levar a cabo no médio prazo é a deslocação de empresários chineses para fazer um curso de Top Management em Lisboa.

Para Portugal, Luís Cardoso refere que a colaboração com escolas europeias irá continuar, principalmente com o Insead.

Ensinar o risco na Polónia

NO QUE respeita à estratégia de internacionalização no continente europeu, Luís Cardoso avança também que será criado, em conjunto com uma universidade sedeada em Barcelona, um curso na área de distribuição automóvel.

A UCP também está a apoiar a internacionalização das empresas portuguesas. Por exemplo, a empresa de construção civil Mota & Ca internacionalizou-se recentemente para a Polónia e deparou com uma força de trabalho com um alto nível de aversão ao risco.

Para inverter esta situação, a UCP foi contratada para dar formação aos quadros polacos da empresa sobre o espírito de risco. A Universidade Católica Portuguesa foi classificada líder do mercado português no ensino de gestão no último "ranking" elaborado pela extinta revista "Fortunas & Negócios".

Em 1992, este segmento de ensino representava apenas 1% das receitas geradas pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. Doze anos volvidos, os produtos educativos já pesam quase 60% no bolo total das receitas daquela instituição de ensino.

Para Luís Cardoso, a tendência deve-se à necessidade que as pessoas sentem de "reciclar os seus conhecimentos, como das próprias empresas em aperfeiçoar as competências de gestão dos seus quadros".





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