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Bolsas para investigar

Das ciências à arte, são várias as bolsas concedidas em Portugal
08.09.2006


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Maribela Freitas

A OBTENÇÃO de uma bolsa é para muitos estudantes e investigadores a única hipótese de realizar um mestrado, doutoramento, efectuar um estágio ou avançar com um projecto de investigação em território nacional ou estrangeiro. Das artes às ciências, são concedidas anualmente em Portugal centenas de bolsas por instituições que apostam no desenvolvimento do saber.

Mestrado, doutoramento, investigação científica, pós-doutoramento, investigação, desenvolvimento de carreira científica e estágios de ciência e tecnologia, em todas as áreas científicas, são apenas alguns dos tipos de bolsas atribuídas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Até 2005 esta instituição concedeu cerca de 1750 bolsas por ano.

João Sentieiro, presidente do conselho directivo da FCT, aponta para a atribuição de cerca de 2500 este ano, fruto do compromisso com a ciência e consequente reforço orçamental. Para concorrer a estes apoios basta esperar pela abertura de concurso, ser cidadão nacional ou portador de título de residência. “As bolsas individuais são atribuídas com base no mérito do candidato, do programa de trabalhos e das condições de acolhimento da instituição onde o bolseiro se integra”, refere João Sentieiro.

Com muita procura, na FCT são atribuídas bolsas em número inferior a metade do número de candidaturas. A sua concessão tem como objectivo “desenvolver a investigação científica em Portugal e aumentar as qualificações dos portugueses com vista à promoção do desenvolvimento social, cultural e económico do país e à sua melhor preparação para a competição internacional”, salienta João Sentieiro.

A Comissão Fulbright em Portugal (CFP) concede apoios para os Estados-Unidos da América, em todas as áreas, a estudantes para a realização de doutoramento e investigação e para professores e/ou investigadores com doutoramento ou doutorandos. “O tipo de bolsas a conceder deriva das orientações do Programa Fulbright, desenhado para o intercâmbio cultural ao nível de pós-licenciatura”, refere Otília Reis, directora-executiva interina da CFP.

A instituição tem ainda bolsas conjuntas com outras instituições, nomeadamente o Instituto Camões e a Califórnia State University. “O número de apoios que concedemos anualmente é variável consoante o financiamento disponível”, explica Otília Reis. Para cada bolsa é aberto um concurso específico e pede-se aos futuros beneficiários, nalguns casos, uma média de licenciatura igual ou superior a 14 valores e bons conhecimentos de inglês.

“Além da qualidade e da oportunidade dos projectos apresentados, os pilares da selecção são o mérito e o desempenho académico dos bolseiros, a sua capacidade de liderança, o dinamismo e a flexibilidade que lhes permite envolverem-se activamente na vida local enquanto completam os seus programas de estudo ou investigação, agindo como embaixadores culturais do seu país”
, aponta Otília Reis.

Acrescenta ainda que “a oportunidade dada a cada um dos bolseiros Fulbright para estudar, investigar ou dar aulas nos EUA terá forçosamente impacto no seu posterior trajecto académico, na sua instituição de ensino ou investigação e no desenvolvimento da investigação feita em Portugal na respectiva área de estudo”.

A Fundação Calouste Gulbenkian é outra das instituições que concedem bolsas em áreas como arte, ciência, educação e beneficência. Por exemplo, o Instituto Gulbenkian de Ciência abre regularmente concursos em áreas avulsas da investigação científica. A Fundação concede bolsas de estudo de curta e longa duração, de especialização e valorização profissional, entre outras. Tem ainda um programa de estímulo à investigação. “As bolsas são obtidas por autoproposta e concurso”, refere a Fundação.

Numa área mais especializada, o programa de bolsas anuais da Fundação Oriente dirige-se a nacionais e estrangeiros. Para portugueses esta instituição concede apoios para investigação, doutoramento e mestrado em temas relacionados com o Extremo-Oriente e a presença portuguesa nesta zona; aperfeiçoamento artístico e de línguas e culturas orientais e de curta duração para ida a visitas de estudo, estágios e frequência de cursos no Extremo-Oriente. “Através deste programa pretendemos fomentar a continuidade e incrementar o reforço das ligações históricas e culturais entre Portugal e o Extremo-Oriente”, refere a direcção de cultura e assuntos sociais desta Fundação.

Por ano são atribuídas entre 60 a 70 bolsas a que os interessados podem aceder através de concurso. As candidaturas excedem em largo número o das vagas. Para esta fundação, “estes programas facilitam o contacto e o intercâmbio de docentes e investigadores entre as instituições universitárias portuguesas e as de países asiáticos. Contactos importantes para o desenvolvimento e internacionalização da investigação nacional”.

Conceder apoio financeiro a cidadãos portugueses e estrangeiros que se dediquem ao estudo e à investigação da língua e cultura portuguesa, visando a difusão externa é uma das competências do Instituto Camões. Neste âmbito disponibiliza um programa de bolsas que para 2006/2007 contempla maioritariamente cidadãos estrangeiros.





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