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As línguas mais desejadas

Inglês, espanhol e francês são os idiomas com mais procura no mercado de trabalho
30.06.2006


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Maribela Freitas

Saber idiomas, a par com uma experiência profissional relevante, pode ser um factor diferenciador para quem se candidata a um emprego. Daí que o investimento na aprendizagem linguística não seja de negligenciar. De acordo com as empresas de recrutamento, o inglês, espanhol e francês são as línguas estrangeiras que têm mais procura no mercado de trabalho nacional.

Manuel Arroja, director-executivo da empresa de recrutamento Michael Page International Portugal, explica porque mantém estes idiomas a preferência das empresas. «O inglês é uma língua que se pode considerar universal. O espanhol devido à iberização do mercado é cada vez mais solicitado como segunda língua. As empresas, muitas delas têm neste momento a sua sede ibérica em Espanha onde não só estão os directores gerais, como também algumas áreas de suporte».

No futuro, o responsável considera que continuarão a ser estas as línguas mais importantes. Contudo, aponta que o chinês poderá ser uma mais-valia profissional para quem tiver conhecimentos nesta área. Estes idiomas são solicitados ao nível dos quadros médios e altos e os conhecimentos necessários são sempre falados e escritos. Para Manuel Arroja e no que respeita ao posicionamento de um candidato no mercado laboral «o domínio destas línguas, pode ser uma mais-valia quando adicionado a uma boa experiência profissional».

De acordo com a sua observação do mercado, Rita Monteiro, assistente de qualidade e selecção da direcção de zona norte da Adecco, concorda que o inglês contínua a ser a língua mais requisitada. «O francês e espanhol vêm logo de seguida, sendo que os conhecimentos exigidos nestas duas línguas são em menor grau», frisa. Mas, tendo em conta que têm aumentado as solicitações de espanhol, Rita Monteiro acredita que «no futuro irá ocorrer um aumento na exigência de conhecimentos desta língua».

Mas será que os portugueses estão conscientes da necessidade de saber idiomas? Rita Monteiro afirma que «não existe uma verdadeira consciência da importância do domínio destas línguas. O que se verifica é que as pessoas dão relativa importância à aprendizagem de uma língua estrangeira, mas ficam-se pelo conhecimento razoável da mesma, o que por si só não é suficiente num mercado de trabalho que é cada vez mais exigente neste domínio», refere. Actualmente é impensável não dominar pelo menos um idioma, sobretudo o inglês.





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