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Aliança para a Juventude: a nova meta dos 230 mil empregos

Aliança para a Juventude: a nova meta dos 230 mil empregos

É fruto da iniciativa privada e nos últimos dois anos já formou e contratou 115 mil jovens na Europa. A Aliança para a Juventude, criada pela Nestlé, tem metas mais ambiciosas. Até 2020, o projeto que hoje agrega 200 empresas parceiras quer criar 230 mil oportunidades de trabalho para jovens europeus.

18.11.2016 | Por Cátia Mateus


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Nasceu como uma iniciativa privada de uma empresa, a Nestlé, preocupada com o flagelo do desemprego jovem na Europa e é hoje é um projeto que une 200 empresas europeias, em torno do objetivo de criar novas oportunidades de trabalho e qualificação para jovens no velho continente. Desde 2014, ano da sua criação, a iniciativa viabilizou a criação de 115 mil oportunidades de emprego e formação. A partir do próximo ano e até 2020 o objetivo é criar 230 mil.

Em dois anos, “a Aliança para a Juventude passou de uma iniciativa privada de uma empresa para um amplo movimento social”, congratula-se Luís Cantarell, vice-presidente executivo da Nestlé, acrescentando que a iniciativa envolve hoje “23 empresas em países da Europa que não só promovem empregos e estágios, mas também trabalham em conjunto com as autoridades e com as escolas no sentido de criar novas oportunidades”. Entre as empresas fundadoras estão a Nestlé, a Adecco, AXA, Cargill, CHEP e DS Smith, EY, Facebook, Firmenich, Google, Nielsen, Publicis Groupe, Salesforce, Twitter e White & Case. O número de “aliados” não parou de crescer desde 2014.?

A Aliança para a Juventude tornou-se em dois anos um projeto-bandeira de promoção do emprego que é já reconhecido pelos jovens. “Ao oferecer uma experiência de trabalho, as empresas procuram ajudar os jovens europeus a romper com aquela que muitos consideram ser ainda a razão número um para não ser contratado: a falta de experiência”, explica o vice-presidente da Nestlé.

Segundo um estudo recente da consultora Nielsen realizado junto de 1700 jovens, 96% dos inquiridos diz acreditar que a iniciativa pode ser uma fonte de oportunidades profissionais e um importante aliado para encontrar emprego depois da conclusão dos seus estudos. A mesma pesquisa revela que 98% dos jovens envolvidos na iniciativa recomendaria a realização dos estágios a outros. Números que para Karen Fichuk, presidente da Nielsen, provam que o caminho certo é “continuar a investir no fortalecimento das relações entre a educação e as empresas”.

O papel do ensino dual
E nesta ligação, o ensino dual tem uma função vital na estratégia da Aliança para a Juventude. Desde a criação da iniciativa, as empresas envolvidas criaram mais de 620 sistemas de ensino dual em países como Espanha, Croácia, Polónia ou Itália e organizaram mais de dez mil workshops estruturados para preparar os jovens recém-licenciados para entrevistas de emprego e estratégias de procura ativa de emprego, capazes de apoiar a sua integração no mercado de trabalho.

No caso específico dos sistemas de ensino dual, combinam a formação profissional em contexto de trabalho com diplomas de ensino superior e são já práticas totalmente integradas nos currículos escolares de países como a Alemanha ou a Áustria, com elevada taxa de sucesso e forte impacto na empregabilidade. O objetivo da Aliança para a Juventude é agora alargar a sua implantação ao resto da Europa, esperando com isso ampliar a eficácia da sua estratégia de combate ao desemprego jovem.



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