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Um GPS para a ciência nacional

Um GPS para a ciência nacional

É uma espécie de Linkedin, uma rede social de âmbito profissional que une cientistas portugueses espalhados pelo mundo. A plataforma GPS - Global Portuguese Scientists, uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, foi esta semana oficialmente lançada e já reúne mais de mil membros inscritos. 

26.11.2016 | Por Cátia Mateus


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Foi esta semana lançado o GPS – Global Portuguese Scientists. A plataforma liga os vários cientistas portugueses espalhados pelo mundo e resulta de uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), em parceria com a Ciência Viva, a Universidade de Aveiro e a Altice, contando ainda com a colaboração de associações de cientistas portugueses em países como os Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha. A ambição do projeto é colocar no mapa os cientistas portugueses espalhados pelo mundo.

Em apenas três dias somou mais de mil registos. Hoje supera os 1200, uma boa parte dos quais (mais de 700) são cientistas portugueses. O GPS – em www.gps.pt - quer ligar os investigadores lusos e apresentá-los à empresas e ao mercado. Ao longo dos últimos anos, Portugal tem exportado um número crescente de cérebros, saídas sobretudo impulsionadas pela crise que ajudou a criar a geração de emigrantes mais qualificada de sempre em Portugal. Desconhecem-se números exatos dos cientistas portugueses a trabalhar no estrangeiro, mas garantem as associações que o número dos que partem tem sido superior ao dos que permanecem em solo luso a desenvolver investigação (pouco mais de 39 mil em 2015, segundo dados do Inquérito do Potencial Científico e Tecnológico Nacional).

Saber onde páram os talentos portugueses da ciência, quem são, onde investigam e quais as suas “conquistas científicas” foi o que inspirou esta rede social da ciência portuguesa que une aos promotores parceiros como a a Sociedade de Portugueses de Pós-Graduados na América (PAPS), a Associação Portuguesa de Investigadores e Estudantes no Reino Unido (PARSUK), a Associação de Diplomados Portugueses em França (AGRAFr), a Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha (ASPPA) e a Native Scientists. A plataforma está disponível desde 7 de novembro, mas só foi oficialmente lançada na passada terça-feira, 22 de novembro.

O registo é simples, basta preencher os dados básicos no portal gps.pt, referindo área de investigação e local de trabalho, como se de um currículo digital se tratasse. O único requisito é que o cientista GPS tenha um período mínimo de permanência no estrangeiro de três meses. A inscrição de outros cientistas que não cumpram este requisito é também possível, seja para contactarem os cientistas da rede GPS ou para conhecer a dimensão da presença portuguesa na ciência mundial. A plataforma permitirá também estudar em concreto a circulação de cérebros portugueses pelos principais pólos científicos mundiais, e avaliar a dimensão da globalização da ciência portuguesa, acompanhando e analisando os movimentos dos cientistas portugueses no mundo.



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