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2036: como eles querem trabalhar

2036: como eles querem trabalhar

Alta tecnologia nos espaços e nos processos de trabalho. É este o retrato que os profissionais antecipam para o contexto profissional num prazo não muito longínquo, 2036.

19.09.2014 | Por Cátia Mateus


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Se lhe disserem que em 20 anos poderá escapar aquela série de reuniões diárias que lhe ocupam a maior parte do dia, fazendo-se representar por um assistente virtual ou um holograma, certamente achará irreal. Mas para 59% dos profissionais europeus, o cenário é perfeitamente plausível. A empresa de pesquisas Coleman Parkes conduziu um estudo, patrocinado pela Ricoh Europa, onde desafiou os trabalhadores europeus a imaginar o seu ambiente de trabalho no futuro. Drones, nanoequipamentos e reuniões com hologarmas, são tendências comuns para a generalidade dos profissionais, quando lhes é pedido que antecipem o futuro dos seus espaços de trabalho.
Mais interativo, colaborativo e simplificado, graças às novas tecnologias e processos que sustentarão novas formas de trabalho inovadoras. Assim definem os profissionais europeus o contexto que esperam encontrar em 2036. As conclusões do estudo realizado pela Coleman Parkes e a Ricoh Europa evidenciam uma vontade generalizada de usar novas tecnologias que permitam melhorar e simplificar o modo como os colaboradores interagem com os colegas e com a informação.

“Os colaboradores de setores como os serviços financeiros, saúde, ensino e administração pública, demonstram grande capacidade de visão ao considerarem as visões que se preveem para os próximos dez a 20 anos”, explica David Mills, CEO da Ricoh Europa. Mais de metade dos colaboradores espera que na próxima década as suas empresas lhes coloquem à disposição inovações como dispositivos interativos táteis (69%); tecnologia de reconhecimento de voz (60%) ou óculos de realidade aumentada (56%). Segundo o responsável da Ricoh, “quando instados a pensar de forma ainda mais arrojada, consideram que a fase seguinte de inovações incluirá drones, comunicação Bluetooth de um cérebro para outro e carrier nodes ou nanoequipamentos (pequenos dispositivos implantados no ouvido que permitem a transmissão de dados áudio e vídeo diretamente para o cérebro na forma de sinais eletrónicos)”.

Entre as vantagens apontadas pelos profissionais aos espaços de trabalho tecnologicamente evoluídos estão a otimização dos principais processos empresariais, o melhor acesso à informação e a possibilidade de fazer o trabalho mais rapidamente. Mas ainda assim, e apesar do entusiasmo generalizado, menos de um terço (29%) dos profissionais afirma que a sua empresa está fortemente empenhada para desenvolver novas formas de trabalho e implementar tecnologias para tornar o futuro uma realidade. “Além de não conseguirem estimular a produtividade e melhorar a sua margem competitiva, as empresas que não constroem hoje um local de trabalho mais digital e mais ágil arriscam-se a perder os seus colaboradores mais importantes para a concorrência ou a nem sequer existir no futuro”, explica David Mills adiantando que “as organizações podem ainda tirar muito partido da tecnologia avançada e processos associados que estão disponíveis hoje em dia”, antes mesmo de ambicionarem as inovações que veem no horizonte. Plataformas de colaboração interna, reuniões web e impressão follow-me, são sistemas já disponíveis e que os colaboradores não utilizam em grande escala. A informação guardada eletronicamente é também uma ferramenta muito valorizada.



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