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'PODER' combate desigualdades

03.10.2003


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Cátia Mateus

A internacionalização está cada vez mais na mira dos empresários portugueses. Estratégia e rigor podem determinar o sucesso.


FACILITAR o acesso ao mercado de trabalho dos jovens portadores de deficiência é o principal desígnio do projecto PODER-Promover Organizadamente o Desenvolvimento do Emprego.

Liderado pelo núcleo regional norte da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), com a estreita parceria da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), o programa pretende sobretudo funcionar como uma infra-estrutura de desenvolvimento local de apoio sócio-laboral aos trabalhadores com deficiência.

Trata-se pois de combater, pela via da mudança de atitude, a discriminação e as desigualdades que ainda afectam a sociedade actual.

De acordo a ANJE, porta-voz do projecto, "em toda a União Europeia as pessoas com deficiência enfrentam obstáculos de vária ordem, não apenas para conseguir e manter um emprego, mas também para encontrar transportes acessíveis, aceder fisicamente a edifícios e outros locais ou à educação e formação necessárias ao exercício de uma actividade profissional".

Factores que limitam, não raras vezes, a participação dos portadores de deficiência no mundo do trabalho. Diz a associação que "as pessoas com deficiência têm menos probabilidades de ter um emprego ou gerir uma empresa do que as pessoas que não sofrem de qualquer deficiência".

No processo de candidatura são mesmo citados os dados estatísticos do Painel Europeu dos Agregados Familiares que revelam que "entre os 16 e os 64 anos, a probabilidade de ter um emprego ou gerir uma empresa é de 66%, taxa que diminui para 47% no caso dos indivíduos terem uma deficiência ligeira e para os 25% no caso de deficiências graves".

Uma realidade que para a APPC e para a ANJE indicia a discriminação ou marginalização social que os portadores de deficiência ainda sofrem e o que agora anunciado programa PODER quer ajudar a erradicar.

Igualdade de oportunidades

Espera-se com este projecto garantir mais e melhor emprego, ajudando os portadores de deficiência a diversificar a sua imagem perante a sociedade, como profissional competente, combatendo a associação mecânica entre deficiência e incapacidade para trabalhar.

Com a criação desta estrutura ambas as associações esperam contribuir para "encontrar formas de gerir, criar instrumentos e estratégias, no sentido de superar alguns dos problemas existentes no acesso ao mercado de trabalho da pessoa com deficiência".

Na sua essência este programa baseia a sua actuação num conceito de "empowerment" que fornece aos portadores de deficiência as ferramentas necessárias para triunfar no mundo laboral, estimulando também o seu espírito empreendedor.

Na realidade, o projecto PODER - que abarca também uma plataforma transnacional composta por um parceiro francês (Chambre de Métiers de la Reunion) e um italiano (Associazone Italiana Assistenza Spastici) - fornecerá aos portadores de deficiência um vasto leque de ferramentas destinadas a facilitar o seu percurso laboral.

Ao nível nacional o PODER incluirá: a elaboração do primeiro Manual do Empreendedor - Guia de Apoio a Grupos Especiais (recolha de informações sobre esferas de trabalho profissionais possíveis para pessoas com deficiência); materiais pedagógicos relacionados com as novidades de formação à distância, módulos de formação (Marketing, Criação e Gestão de Empresas, Publicidade, Produção, Contabilidade); criação de um sítio na Internet de consulta facilitada; Estudos sobre barreiras/ atitudes das pessoas com deficiência face ao emprego e diverso material de informação.

No plano internacional, os dos parceiros do projecto (França e Itália) assegurarão a criação de um Manual Final de Projecto cujo desígnio será capitalizar as experiências comuns e individuais de cada parceiro e a promoção de "workshops" que focarão áreas tão distintas como o intercâmbio de recursos humanos, desenho de programas de sensibilização, partilha de resultados sobre técnicas de criação de empresas, transferência de conhecimentos e novas metodologias de formação.

Destinado a beneficiar prioritariamente os indivíduos vítimas das principais condutas de discriminação, o PODER decorre da iniciativa comunitária EQUAL. Além da APPC e da ANJE, o projecto inclui também a participação activa da Junta de Freguesia de Ramalde e do Instituto de engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro.

Segundo a ANJE, "o objectivo é que no final, o PODER deixe de ter estatuto de projecto e passe a ser uma estrutura de desenvolvimento local autónoma com finalidade social de desenvolvimento empresarial e apoio ao emprego de pessoas com deficiência".





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