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Negócios da cultura ganham nova dinâmica no Norte

03.10.2003


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Cátia Mateus

O CENTRO de Apoio à Criação de Empresas (CACE) com vocação cultural já está a funcionar. A primeira estrutura do género, dinamizada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), nasceu na antiga Central Eléctrica do Freixo, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto. Uma região onde a tradição empreendedora há muito marca presença.

O CACE do Porto terá capacidade para albergar 17 empresas e, segundo Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, "gerar perto de 100 novos empregos".

Em Portugal existem já oito estruturas destinadas a facilitar as várias etapas do processo de criação de empresas. Mas, dos vários CACE existentes de norte a sul do país, este é o primeiro exclusivamente dedicado à indústria cultural.

A antiga Central Eléctrica do Freixo é agora ponte privilegiada entre a criação artística e mundo empresarial, promovendo a estreita ligação entre o profissionalismo dos criadores nacionais e o mercado de trabalho pela via do empreendedorismo.

O "ninho de empresas" instalado no local será capaz de albergar - por um período entre três e cinco anos - 17 empresas. O amplo espaço reúne todas as infra-estruturas essenciais ao sucesso dos projectos a desenvolver.

Um auditório com capacidade para acolher até 200 pessoas, uma área reservada às artes plásticas, outra dedicada às empresas de serviços nas áreas da moda, do multimédia, do teatro e até organização de eventos e uma zona permanente de divulgação e entretenimento cuja tónica são as profissões ligadas às artes, compõem o edifício cedido pela Câmara Municipal do Porto.

Dinamização cultural e empresarial

Durante a cerimónia de inauguração do CACE, Rui Rio não se coibiu de salientar as mais-valias que a nova estrutura representa para a região. Além de um inquestionável contributo do ponto de vista da dinamização cultural, o CACE do Porto constitui um relevante pólo de criação de emprego.

Agregados a esta estrutura deverão nascer, segundo o autarca da Invicta, cerca de uma centena de postos de trabalho.

Rui Rio reconhece que estes "não são suficientes para resolver o problema que a cidade enfrenta no momento, em termos de desemprego", mas esclarece que constituem um importante contributo no apoio à criação de projectos e no auxílio burocrático aos jovens que tentam enveredar pelo mundo empresarial.

Na sua essência, todos os CACE existentes no país direccionam a sua actuação para o fomento do espírito empresarial das regiões onde se inserem, através da promoção de estudos, projectos e parcerias, com vista à divulgação de oportunidades de negócio e alargamento da iniciativa empreendedora.





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