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'Franchising' para clientes de 'palmo e meio'

05.09.2003


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Cátia Mateus

NO MESMO espaço combinam o apoio pedagógico e a animação de tempos livres.







BI Empresarial



Um composto de sucesso que faz da Academia Morangos, em Matosinhos, um negócio com potencial de expansão.

Criada em 1997 à luz das ideias inovadoras de duas empreendedoras nortenhas, Susana Nobre e Alexandrina Augusto, a empresa chama a si a responsabilidade de apoiar activamente os pais na formação das gerações de amanhã. E desengane-se quem pensa que este público de "palmo e meio" é fácil de contentar.

Criatividade e estímulo são as palavras de ordem num negócio que mesmo perante uma conjuntura de crise económica não parou de crescer.

Apesar da recessão teimar em bater à porta da maioria das empresas, as duas empreendedoras não tiveram medo de arriscar e em 2002 franquearam a marca.

A experiência de Susana Nobre e Alexandrina Augusto à frente de um ateliê de tempos livres (ATL) serviu de tubo de ensaio à criação da Academia Morangos.

A ideia era criar um conceito de academia que centrasse no mesmo espaço físico a componente lúdica e de aprendizagem, "num ambiente estimulante e criativo a nível intelectual, social, emocional e físico", explica Susana Nobre.

As duas empreendedoras encontraram neste um nicho de mercado com franco potencial de crescimento em Portugal. Com uma dedicação cada vez maior à carreira, os pais de hoje necessitam de um apoio na educação dos filhos. Uma tarefa que as duas psicólogas decidiram chamar a si.

Há seis anos investiram 150 mil euros na criação da Morangos. "A ideia foi desde o início criar uma academia infantil que englobasse no mesmo espaço - todas as condições - um conjunto de actividades de apoio pós-escolar e ainda transporte próprio que assegurasse as deslocações da criança entre a escola e a academia", explica Alexandrina Augusto.

E se o conceito era, para a altura inovador, nem tudo foram facilidades no seu processo de criação. "A nossa maior dificuldade foi encontrar o espaço indicado para implantar a Morangos", explicam.

Depois de um ano de procura incessante, "encontrámos o espaço ideal, localizado numa zona nobre do Grande Porto, com uma densidade populacional onde predomina a classe média-alta e onde residem muitos casais jovens com filhos em idade escolar".

Na criação da empresa não recorreram a qualquer tipo de subsídios, mas o crédito bancário foi forçosamente uma opção. Do montante investido no arranque da Academia Morangos, "uma parte significativa foi aplicada em projectos, obras, equipamentos, campanha de 'marketing' e lançamento da unidade própria", explica Susana Nobre. Fundações essenciais para quem pensa levar um projecto a bom porto.

A verdade é que as duas empreendedoras já vislumbravam a possibilidade de avançar para o "franchising" da marca e por isso, logo na fase inicial "foi importante o apoio de uma empresa especializada em desenvolvimento de projectos de 'franchising', com a qual foi desenvolvido todo o trabalho de projecto e planeamento do conceito de negócio".

Com um público-alvo centrado nas criação com idades compreendidas entre os 4 e 12 anos, a Academia Morangos integra hoje 40 alunos e prevê chegar aos 60 no próximo ano lectivo.

Entre as actividades desenvolvidas as duas empreendedoras destacam: sala de estudo, inglês, informática, artes plásticas, dança e música.

Certo é que o número de actividade e alunos estão em constante mudança, já que as perspectivas futuras são, para ambas as empresárias, risonhas.

Com um investimento inicial que só deverá ser recuperado dentro de dois anos - "através de proveitos directos da academia e também dos proveitos relacionados com 'frachising'" - Susana Nobre e Alexandrina Augusto não hesitam em afirmar que "a Morangos tem um plano ambicioso de abertura de unidades 'franchisadas' em todo o país".

As empreendedoras encontram-se neste momento a seleccionar potenciais franchisados e até ao final do próximo ano deverão abrir cinco novas academias. O objectivo, asseguram, "é ter a médio prazo 50 novas Morangos em Portugal".

Para Susana Nobre e Alexandrina Augusto, a expansão do projecto Morangos em Portugal é a prioridade máxima, mas o avanço para a internacionalização não está fora de questão.

As empreendedoras têm vista levar a marca Morangos para os países de língua oficial portuguesa, Espanha e outros países.

O fundamental, neste e noutros negócios, é "implementar conceitos de qualidade e com elementos diferenciadores e rodear-se dos melhor profissionais", explicam.

A franquia da marca surgiu como um 'upgrade' imperativo no conceito da Morangos




BI Empresarial

Nome: Academia Morangos

Ano de criação: 1997 (em 2002 avançaram para o franchising)

Responsáveis: Susana Nobre, 27 anos, psicóloga e Alexandrina Augusto, 30 anos, psicóloga

Áreas de actuação: A Morangos está vocacionada para apoiar a criança nas suas actividades lúdicas e pedagógicas. A sua actuação abarca sala de estudo, inglês, informática, artes plásticas, dança e música

Investimento inicial: 150 mil euros

Público-alvo: crianças dos 4 aos 12 anos, das classes alta e média-alta

Postos de Trabalho criados: três a tempo inteiro e três em regime de part-time

Objectivos: Abrir a médio prazo 50 novas academias em regime de franchising e avançar rumo à internacionalização (PALOP, Espanha são destinos prováveis)

Conselhos: Apostar na qualidade e na criação de um conceito com elementos diferenciadores

Link: www.morangos.net





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