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«Prenda» os seus empregados

30.12.2004


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Cátia Mateus

DEPOIS de dois anos conturbados, as empresas portuguesas começam a evidenciar sinais de retoma nas contratações de novos funcionários. Mas, ainda assim, a aposta nas estratégias de retenção dos colaboradores existentes parece não ser uma prioridade no seio das organizações

Os últimos dados do Hiring Survey, um inquérito às intenções de contratação das empresas nacionais, realizado semestralmente pela MRI Worldwide, revela que 42,6% das firmas inquiridas não prevê investir em estratégias de retenção de colaboradores. Para Ana Luísa Teixeira, «managing partner» e coordenadora geral da MRI em Portugal, «nos anos de maior ‘boom' do recrutamento, verificou-se uma preocupação das empresas em encontrar estratégias de retenção de funcionários pois as taxas de rotação eram muito elevadas».

Uma tendência que hoje se modificou. O emagrecimento de muitas empresas centrou a preocupação dos gestores nos despedimentos e reorganização das estruturas. Para Ana Luísa Teixeira não há dúvidas de que «mesmo em períodos conturbados, o esforço de retenção dos elementos-chave para a organização deve ser uma preocupação, evitando-se a saída dos quadros que mais se deseja manter».

O Hiring Survey evidencia uma subida das intenções de contratação, mas revela que apenas 40% se preocupam com a retenção de funcionários. Uma percentagem ainda acentuada pelos 17% dos empresários que não têm qualquer ideia sobre a intenção de apostar na retenção de funcionários. Ainda assim, desta percentagem de 40% que consideram a retenção um factor importante, a maioria aposta na formação profissional como técnica preferencial de retenção, seguida dos benefícios adicionais, dos programas de reconhecimento e só depois dos aumentos salariais.

O inquérito incide sobre uma amostra de 615 empresas, pequenas, médias ou de grande dimensão. A amostra é representativa de sectores de actividade como as tecnologias multimédia e telecomunicações, o turismo, farmacêutico, grande consumo, distribuição, logística, construção civil e obras públicas e imobiliário.

 

 





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