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"As experiências por que passamos formam-nos"

"Não ter experiência no ramo funerário pode ser benéfico. Torna o candidato receptivo aos moldes da Servilusa"
05.08.2011 | Por Maribela Freitas


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Aos 36 anos de idade Victor Sebastião é responsável pelos recursos humanos da Servilusa, uma empresa do ramo funerário. Antes de chegar aqui passou por diversas experiências profissionais e afirma que todas elas contribuíram para o tornar na pessoa que é hoje e prepará-lo para melhor desempenhar o cargo que ocupa.

Victor Sebastião é licenciado em psicologia, com especialização nas áreas social e organizacional. A sua carreira começou como consultor na empresa “Grande Consumo”, na área de recursos humanos e formação. Foi também professor no ensino profissional da disciplina de psicologia geral e psicossociologia. “Na Servilusa, concorri a um processo de recrutamento e seleção para operador de call center onde me mantive por um período de quatro meses e integrei a direção de recursos humanos, onde a partir de 2006 me foi confiada a responsabilidade da gestão do departamento e equipa afeta” , conta Victor Sebastião. Paralelamente em 2005 iniciou funções de monitor de formação na Associação Portuguesa dos Profissionais do Setor Funerário e em 2009 instituiu na Servilusa o serviço de psicologia clínica para as pessoas da empresa, sendo aí psicólogo clínico.

“Todas as experiências por onde passei tiveram o seu ‘quinhão de responsabilidade' no profissional que sinto que sou. Os vários projetos que fomos desenvolvendo no âmbito do crescimento individual das nossas pessoas na Servilusa têm sido dos maiores desafios que alguma vez tive o privilégio de participar e dinamizar” , revela Victor Sebastião. Nesta empresa supervisiona 340 pessoas, em que os homens são a maioria e têm em média 40 anos. Já as mulheres somam cerca de 38% da força de trabalho e têm em média 38 anos. Explica que na Servilusa implementaram um sistema PEP – Pessoas de Elevado Potencial que é baseado nos rankings de desempenho obtido e no perfil de competências de cada pessoa na empresa. Este sistema permite gerir carreiras e definir o planeamento de desenvolvimento individual formativo, seja para incremento do perfil, seja por iniciativa da pessoa de aumentar a sua qualificação escolar que é apoiada e comparticipada pela empresa a 100%.

Na Servilusa a mobilidade interna e o crescimento dentro da empresa é privilegiado. O responsável pelos recursos humanos conta que “todas as chefias intermédias, a título de exemplo, foram selecionadas do quadro de pessoas já existente” . Atualmente não têm nenhum processo de recrutamento e seleção em aberto, mas quando existem, o primeiro passo é fazê-lo dentro da empresa: “abrimos o concurso a todas as pessoas da Servilusa e validamos o perfil e scores de desempenho obtidos, dando a oportunidade de mobilidade funcional e crescimento profissional” , salienta Victor Sebastião. Ao existir necessidades de recrutamento por incremento de equipas de trabalho, substituições temporárias ou definitivas, a empresa publica anúncios, contacta com universidades e utiliza as candidaturas espontâneas que vai recebendo.

“Em termos de expectativas de carreira e aquando da admissão da nova pessoa, é talhado no manual de acolhimento e integração o fluxograma das potencialidades de carreira, sempre no pressuposto das avaliações do desempenho e do perfil de competências demonstradas” . Quanto ao candidato ideal, explica que não ter experiência no ramo funerário pode ser benéfico, pois torna-o recetivo aos moldes organizacionais implementados pela Servilusa e à não resistência a certas condutas que pouco ou nada dignificam a profissão.

No seu dia-a-dia de trabalho, Victor Sebastião vê o seu papel na empresa como alguém que traz para a organização métodos e procedimentos que ajudem a auscultar a opinião individual de cada pessoa e assumi-las como parte de um processo de melhoria contínua. Em suma quer “desenhar metodologias que permitam à organização conhecer as suas pessoas” , finaliza.

Victor Sebastião
36 anos
Responsável pelos Recursos Humanos da Servilusa

Formação: É licenciado em psicologia, com especialização nas áreas social e organizacional, mestrando em psicologia clínica, faltando apenas a prova pública para a obtenção do grau de mestre; especialização em mediação alternativa de conflitos e CAP de formador.

Guru: Carl Rogers, psicólogo norte-americano, inspira-o no seu trabalho diário. Considera que cada pessoa tem um potencial de desenvolvimento. “Para nós que trabalhamos com e para pessoas, não devemos jamais desistir da criatividade humana, pois é ela que nos torna únicos e originais”, revela. Na sua perspetiva devemos aceitar cada pessoa na sua ‘base', pois assim, conseguiremos estabelecer relações seguras e de confiança.

Lema de vida: “Sempre avante… desistir, jamais!”

Valores de um candidato: Deve ter um currículo que se coadune com aquilo que é pedido para a função. Não necessita ter experiência no setor funerário. É ainda essencial um conjunto de competências de caráter pessoal como: orientação para o cliente, capacidade de comunicação e de tomada de decisão, ser capaz de implementar soluções e de gerir o stress.

Princípios de gestão: “ Ser inspirador e deixar-me inspirar pelas pessoas com quem lido diariamente”, afirma. Acredita que cada pessoa é uma peça fundamental no arquétipo organizacional instituído. Gosta de transmitir confiança através dos valores da empresa e solicitar ou pedir, em vez de exigir. Mantêm um estilo comunicacional empático e tem disponibilidade total para manter uma escuta ativa.



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