Os cinco imperativos do e-learning
O "e-learning" para ter sucesso deve basear-se em cinco regras fundamentais.
Segundo uma investigação de Frank Troha, consultor norte-americano, especializado
em design instrucional - uma área do "e-learning" que interliga o design
dos conteúdos com base em critérios pedagógicos -, a formação "online"
deve ser centrada no formando, orientada pelo instrutor em regime de tutoria,
interactiva, baseada numa aprendizagem colaborativa e personalizada, e
efectiva em termos de custos.
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frank@franktroha.com
Nestes últimos dois aspectos, aquele especialista esclarece que a aprendizagem
colaborativa deve envolver não só a interacção do formador com o aluno,
mas também entre os formandos, através da realização de sessões "online"
ou por meio da elaboração de trabalhos em conjunto.
«"Além disso,
as empresas têm que baixar os custos a longo prazo com introdução do 'e-learning'.
Caso contrário, estão a deitar dinheiro fora", salienta.
Para a sua pesquisa, Frank Troha reuniu numerosos estudos na área da educação
realizados entre 1995 e 2002. Desta análise emergiram 18 tendências, incluindo
os cinco princípios atrás referidos.
Investigar o e-learning nas empresas é urgente
Dentro deste conjunto de conclusões, destaca-se que, para o bom funcionamento
do curso via Web, o formador deve apresentar com rigor os objectivos
a atingir, o método a seguir, o sistema de avaliação utilizado e o plano
das aulas.
A formação "online" também permite ao formando aprender ao seu ritmo,
desenvolvendo as competências individuais que necessita, no menor tempo
possível. «Este método de aprendizagem dá uma maior flexibilidade
e a opção ao aluno de escolher o ritmo das suas aulas. Isto cria melhores
resultados, pois atribui um maior sentido de responsabilidade pessoal
e de eficiência",defende Troha.
Outro factor crucial é a presença da interactividade, em todas as dimensões.
Ou seja, o formando tem que interagir com os conteúdos educativos através
da Internet e o formador interage com este por meio do acompanhamento
e do material de instrução.
«A maioria dos estudos conduzidos até hoje têm revelado uma
má imagem do 'e-learning', porque têm analisado todos os tipos de formação
'online' como uma só. Torna-se urgente efectuar pesquisas de carácter
científico sobre o 'e-learning' realizado em ambiente empresarial"
, remata o especialista.
Liete Lajas