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A Startup que multiplica células estaminais

A Startup que multiplica células estaminais

Nasceu como um projeto de investigação académica, mas ganhou escala com uma solução que possibilita a expansão de células estaminais. O público-alvo da startup portuguesa StemCell2Max são investigadores e médicos que diretamente contribuem para a inovação na área científica e clínica mas também, em última análise, os pacientes.

20.11.2015 | Por Cátia Mateus


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Leucemia, linfomas, diabetes e um vasto leque de doenças auto-imunes podem ver os seus tratamento beneficiados com a solução desenvolvida por Maria Brandão de Vasconcelos, Filipa Matos Baptista, Henrique Veiga-Fernandes, Diogo Fonseca Pereira e Sílvia Arroz Madeira, os investigadores responsáveis pela StemCell2MAX, a startup biotecnológica que atua na área da medicina regenerativa. Na prática, esta equipa desenvolveu em 2009 uma investigação que lhes permitiu colocar no mercado “um produto para expansão de células estaminais hematopoiéticas (HSCs), aumentando consideravelmente a sua utilização em investigação e potencialmente a sua aplicação clínica”, explica Filipa Matos Baptista, co-fundadora da empresa.

A StemCell2MAX foi fundada este ano, depois de seis anos de um rigoroso processo de investigação. “A empresa surge na sequência de um projeto de investigação com resultados sólidos e muito promissores que respondem a necessidades concretas no mercado de investigação e no tratamento de doentes com cancro”, explica a CEO e co-fundadora Maria Brandão Vasconcelos, acrescentando que “a StemCell2MAX responde à necessidade crescente de células estaminais do sangue, através de uma descoberta patenteada que contém a chave para a sua multiplicação”. As células estaminais são raras mas têm, segundo a equipa, um enorme potencial para o tratamento e cura de doenças como a leucemia e linfoma, pelo que “esta descoberta é muito significativa”, asseguram.

A equipa de co-fundadores é composta por cinco elementos, dois dos quais estão dedicados em exclusivo ao projeto havendo perspetivas de crescimento a curto prazo. Depois de uma fase de ensaios pré-clínicos, com resultados publicados pela equipa na reputada revista Nature, as soluções desenvolvidas por esta spin-off do Instituto de Medicina Molecular, são comercializadas para efeitos de investigação para identificação de tratamentos para diversas patologias. Em paralelo, a equipa está também a trabalhar no sentido de identificar parceiros que permitam avançar para a fase de ensaios clínicos.

Com presença no mercado nacional e internacional e um forte reconhecimento científico, alcançado através da publicação de resultados em diversas publicações da área, mas também na conquista, em 2014, do Pfizer Award, a equipa da StemCell2MAX trabalha já com várias unidades de referência como a BebéVida e a Universidade de Cambridge. A sua próxima meta é “introduzir no mercado um produto para uso clínico, complementando o portfólio já existente para o mercado de investigação”, explicam.


BI Empresarial

Promotores:
Maria Brandão de Vasconcelos, 31 anos, MBA
Filipa Matos Baptista, 32 anos, Doutorada
Henrique Veiga-Fernandes, 42 anos, Doutorado
Diogo Fonseca Pereira, 29 anos, Doutorado
Sílvia Arroz Madeira, 31 anos, estudante de doutoramento

Área de atividade:
A StemCell2MAX atua na área da biotecnologia e da medicina regenerativa.

Data de criação:
O projeto de investigação que deu origem à StemCell2MAX teve início em 2009. A empresa foi fundada em 2015.

Missão:
“Promover a saúde trazendo para a sociedade o resultado da investigação científica mais inovadora e gerando um impacto direto na sociedade e na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, realça a equipa.

Empregos criados:
A equipa congrega cinco elementos, dois dos quais dedicados a tempo inteiro ao projeto.

Investimento inicial:
A viabilização da empresa foi conseguida através de financiamento junto de instituições nacionais e internacionais, como a American Blood Foundation, o European Research Coucil e a Fundação para a Ciência e Tecnologia. adicionalmente, a equipa reuniu também investimento privado de business angels. No total, três milhões de euros foram necessários para permitir o arranque da empresa.



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