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Ver um pouco mais adiante

10.10.2003


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Vítor Andrade
vandrade@mail.expresso.pt

NO INÍCIO da década de noventa do século passado, de repente percebeu-se que o mercado de trabalho estava a necessitar urgentemente de licenciados nas áreas de economia e gestão.

Estávamos no auge do "oásis" cavaquista e os poucos recém-licenciados naquelas disciplinas eram disputados pelas empresas.

O sistema de ensino respondeu de forma exagerada ao apelo do mercado e multiplicaram-se os cursos naqueles domínios. Porém, ninguém se quis lembrar de que só daí a cinco anos haveria licenciados disponíveis em quantidade.

E assim foi. Só que, em 1995, já a economia começava a entrar em curva descendente e, consequentemente, havia muito pouca necessidade de gestores. E foi o desemprego.

Agora corremos o risco de voltar a não conseguir fazer coincidir a produção de licenciados para as áreas em que mais vão ser precisos daqui a alguns anos. Ou seja, continuamos a não querer ver muito mais além do imediato.

O caso da matemática, relatado nesta página, é um exemplo disso mesmo. Por falta de estratégia, corremos o risco de não ter os professores de que vamos precisar.





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