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UE promove Plano de Acção Empresarial

26.03.2004


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Pedro Maia Ramos

A COMISSÃO Europeia lançou no início de Março um novo Plano de Acção para promover o espírito empresarial na União Europeia (UE).

A promoção de uma cultura empresarial nos jovens, por forma a levá-los a considerar a opção de criação de negócio próprio; a redução do estigma do insucesso, com um equilíbrio mais estimulado entre auto-financiamento, crédito bancário e outros tipos de financiamento externo; a prestação de um apoio específico às mulheres e às minorias étnicas; a facilitação do cumprimento da legislação fiscal, ao reduzir a complexidade associada a este processo e a simplificação dos processos de transmissão de empresas a novos proprietários, são as cinco áreas estratégicas de actuação contempladas no Plano.

Um especial destaque é dado à necessidade consultar as PME quando se elabora nova legislação.

Na opinião do comissário responsável, Erkki Liikanen "a Europa precisa de mais empresários".

O dirigente alertou para a necessidade da colaboração de todos "para reforçar a inovação, a competitividade e o crescimento, a UE carece de mais europeus envolvidos no arranque ou tomada de negócios, e, a partir daí, criar condições para que este se desenvolva. Todavia, a UE não pode avançar sozinha. A participação dos governos nacionais, das autoridades regionais e locais e das organizações empresariais é essencial".

UE perde para EUA

De acordo com a edição de 2003 do inquérito Eurobarómetro ao espírito empresarial (a publicar em breve), a União é penalizada em relação aos Estados Unidos da América (EUA).

Desde 2001, apenas 4% dos europeus participaram na criação de uma nova empresa, número que sobe quase para o triplo nos EUA.

Um para três é também a relação entre o número de empregados. Uma empresa média na Europa tem seis trabalhadores, mas 18 no outro lado do Atlântico.

Dentro das fronteiras da UE, apenas a Grécia e a Irlanda, têm desempenhos próximos dos EUA.

Estes números serão um entrave ao principal objectivo de um terço das PME inquiridas: o crescimento.

Na Europa, a velocidade de crescimento das novas empresas é reduzida. As chamadas "gazelas", empresas de crescimento rápido, são raras.

A agravar o défice está o envelhecimento demográfico. Hoje, quem cria mais empresas é o escalão entre os 25 e os 34 anos, e espera-se uma retracção nas próximas décadas.

A que se junta o facto de um terço dos empresários da EU, deverem abandonar a actividade nos próximos dez anos.





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