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Técnicos das TI sem apoio formativo

14.03.2003


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Fernanda Pedro

A FORMAÇÃO é indispensável para qualquer profissional que trabalhe na área das novas tecnologias e não é por acaso que no Programa Operacional de Sistemas de Informação (POSI), do III Quadro Comunitário de Apoio, um dos objectivos prioritários se centralize na concessão de bolsas de formação avançada.





No eixo prioritário 1 deste programa dedicado ao desenvolvimento de competências, a medida 1.2 refere-se exclusivamente a esta área formativa. Esta medida determina a criação de programas de apoio à formação avançada, designadamente de bolsas de estudo para obtenção de especializações, assim como de mestrados ou doutoramentos, ou para a realização de trabalhos de especialização ou pós-doutoramento em universidades, instituições científicas, empresas e outras instituições nacionais ou estrangeiras.

Apesar da formação avançada ser um objectivo claro do POSI, Bruno Santos Palma, que trabalha na área da web Internet/Intranet como gestor de conteúdos e de projectos, tem ainda algumas dúvidas quanto à concessão de bolsas para os profissionais desta área que não queiram seguir a carreira académica ou científica. Isto porque, ao pretender tirar uma pós-graduação em Sistemas de Informação no Instituto Superior Técnico, teve de se despedir da empresa onde trabalhava e não sabe se irá conseguir obter uma bolsa de estudo.

"Já apresentei a proposta na Fundação para a Ciência e Tecnologia, mas logo no início foi um pouco difícil aceitarem a minha candidatura. Isto porque o meu percurso não seguia os parâmetros habituais de uma carreira científica. A concessão destas bolsas é restrita para as pessoas que vêm das empresas e querem apostar na carreira", revela Bruno Palma. Na verdade, este profissional está disposto a evoluir na carreira e numa área onde há poucos técnicos especializados, "nem que para isso pague os 10 mil euros da pós-graduação e não tenha qualquer apoio".
Valor académico determina apoios

Jaime Quesado, gestor do POSI, também confirmou que as concessões das bolsas são em grande número direccionadas para os académicos, nomeadamente para Mestrados e Doutoramentos. "Mas mesmo assim, os apoios estendem-se a todos os técnicos destas áreas, desde que as propostas tenham valor académico", revela.

Este responsável garantiu ainda que a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a principal instituição financiadora do sistema científico nacional, irá alargar o seu campo de acção a outras instituições além daquelas a que habitualmente concede as bolsas.





 





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