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Sem estratégia

15.07.2005


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Vítor Andrade

Para milhares de jovens, o final de mais um ano lectivo é sinónimo do primeiro embate a sério com o mercado de trabalho – e o resultado, em regra, não é muito bonito.

Excluindo cinco ou seis cursos (engenharias, informática, economia e gestão) de meia dúzia de universidades (Técnico, Nova, Católica, ISCTE, ISEG e Faculdade de economia do Porto), em que são os empregadores a disputarem os melhores recém-licenciados, o que se passa em relação ao resto da oferta da academia dá que pensar.

Os cursos mais afectados pela falta de ofertas de trabalho são todos os que se incluem no ramo das ciências sociais e humanas. Para os que saem destas áreas Portugal não tem mercado e, se não continuarem a estudar (pós-graduações e mestrados), o desemprego quase certo. Este é também o resultado de anos a fio da ausência de uma estratégia para o ensino superior em Portugal. Errámos, e ainda não nos redimimos.





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