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Salários dos executivos sobem 4,7%

09.01.2004


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Ruben Eiras

OS salários dos executivos portugueses irão aumentar cerca de 4,7% em 2004, enquanto que para o mercado em geral o crescimento deverá situar-se entre os 3% e os 3,9%. A previsão é do Hay Group, uma consultora internacional de gestão de recursos humanos.


Segundo Luís Reis, director geral daquela empresa em Portugal, o aumento salarial dos gestores de topo é superior ao do nível médio do mercado devido à escassez de profissionais talentosos neste segmento profissional e ao clima de insegurança laboral provocado pela recessão económica.

"Como a base de recrutamento de executivos é muito limitada, quem muda faz-se pagar bem", frisa aquele responsável. E acrescenta que "a recessão induz os bons profissionais a optarem por manter o actual emprego - há muitas pessoas que ficaram causticadas pelo rebentamento da bolha tecnológica, devido a fracassos como a Pararede ou a Oniway".

Com efeito, a escassez de talento ao nível da gestão de topo e intermédia é tão significativa em Portugal, que os salários praticados no mercado nacional já ultrapassam os valores de países como a França e o Reino Unido.

Senão vejamos. Enquanto que a remuneração anual total de um executivo gaulês é de 146.020 euros e a de um britânico se situa nos 150.719 euros, o gestor português aufere quase 160.000 euros.

Em contraste, na Irlanda, a retribuição anual não vai além dos 92.534 euros, sendo este um provável indicador da abundância de talento em gestão neste país. O valor português só é ultrapassado pelo do mercado espanhol (181.180 euros), o da Grécia, com uma remuneração de 176.935 euros e o da Itália (177.818 euros).

Todavia, no segmento dos técnicos qualificados, a situação nacional é totalmente oposta à verificada na categoria dos executivos. Os dados do Hay Group mostram que estes profissionais possuem a segunda pior remuneração (38.459 euros) do grupo de sete países analisados. Além disso, Portugal é o país que apresenta a maior clivagem salarial entre a categoria profissional mais elevada (executivos) e a mais baixa (técnicos qualificados).

O estudo do Hay Group indica também que o incremento salarial a verificar no plano de negociação da contratação colectiva deverá situar-se entre os 2% e os 3% porque, segundo Luís Reis, "este é o valor pelo qual se deverá pautar a taxa de inflação em 2004".

Outra mudança a caminho é a consagração efectiva da gestão por objectivos e com base no mérito do tecido empresarial português.

Aquele especialista avança que as tendências na gestão de RH apontam para a recompensa nas organizações, "através da implementação de políticas integradas que potenciem o desempenho e a produtividade".





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