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O talento que a Bosch procura

O talento que a Bosch procura

Desde o início do ano, a Bosch já contratou para a sua operação industrial em Braga 400 profissionais e o número não está fechado. Até porque, há vagas que são difíceis de preencher. É Maurício Marques, diretor de Recursos Humanos da Bosch Car Multimédia, quem o admite. A empresa tem em marcha um programa de formação de desempregados, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, que poderá ajudar a reforçar a sua equipa industrial, mas o diretor confirma outras necessidades de recrutamento, como perfis muito específicos e seniores na área da engenharia. 

17.09.2016 | Por Cátia Mateus


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A especificidade dos projetos em desenvolvimento na Bosch tem colocado à empresa e aos seus gestores desafios acrescidos no campo do recrutamento e qualificação das suas equipas. Só este ano, a empresa já contratou para Braga 400 colaboradores e novas contratações deverão ainda ocorrer antes da viragem do calendário para 2017. Maurício Marques, diretor de Recursos Humanos da Bosch Car Multimédia, em Braga, não avança números concretos para novas contratações, mas revela que além dos 100 desempregados que estão atualmente em formação ao abrigo de um programa realizado em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), pelo menos 30 novas contratações deverão ocorrer ainda este ano. Previsto está também o crescimento acentuado da equipa já a partir do próximo ano.

Em 2015, o total das vendas da Bosch em Portugal cresceu 15% para os €933 milhões de euros. Uma evolução que levou a empresa a reforçar já no ano passado a sua equipa com a contratação de 250 profissionais altamente qualificados e com forte orientação para a área de Investigação & Desenvolvimento. A área continua a ser uma das âncoras estratégicas da empresa, mas Maurício Marques confirma outras necessidades. “Dadas as especificidades de desenvolvimento que agora estamos a desenvolver, com projetos que são quase de nicho, temos dificuldade em encontrar engenheiros com um nível de senioridade suficiente para encabeçar um projeto de desenvolvimento ao nível do que desejamos”, confirma.

Além das dificuldades de recrutamento de engenheiros especialistas, o crescimento da área de produção da Bosch em Braga também tem imposto novas exigências ao diretor de Recursos Humanos. “Temos tido alguma dificuldade em recrutar, no número que necessitamos, engenheiros de manutenção e para o nosso laboratório de qualidade” explica acrescentando que “para determinado tipo de vagas que exigem requisitos específicos e um nível de especialização considerável, há algumas dificuldades em contratar. ?Além de um conjunto amplo de vagas que tem atualmente para preencher, a Bosch está também a selecionar 30 engenheiros seniores para integrar diversos projetos em desenvolvimento na empresa. A área operação industrial é uma das que necessita de reforços e também aqui, há níveis de exigência elevados e requisitos de formação que muitas vezes só conseguem ser assegurados pela própria empresa internamente.

O desafio da formação
“Preparar profissionais para os desafios atuais e futuros do nosso tipo de indústria é a melhor forma de assegurar que estamos prontos para corresponder ao investimento que a Bosch tem feito no nosso país e aos novos projetos que temos vindo a receber”, explica Maurício Marques. A empresa tem vindo a trabalhar em cooperação com a Universidade do Minho, de forma a adaptar os conteúdos lecionados nos cursos de engenharia às necessidades das empresas e aumentar a mão-de-obra qualificada disponível para integrar a firma. Mas para o reforço da mão-de-obra industrial, o parceiro é outro.

A Bosch iniciou este mês um programa de formação em parceria com o IEFP que abrange 100 desempregados da região de Braga. Durante dois meses, os profissionais integrarão um programa de qualificação que poderá abrir as portas da empresa. “O programa foi desenvolvido em parceria com o IEFP com o objetivo de preparar rapidamente os formandos para assumirem funções nas áreas de produção e logística da Bosch, ou outra empresa industrial e assim dar uma resposta mais competitiva à flexibilidade exigida pelos clientes deste sector”, explica Maurício Marques.

O programa foca conteúdos como eletrónica, logística, saúde e segurança no trabalho, entre outras. O diretor de recursos humanos não avança se este programa-piloto de requalificação profissional poderá ser replicado no futuro, abrangendo outros profissionais em situação de desemprego, nem quantos dos 100 formandos poderão efetivamente integrar a Bosch. O que confirma é que a empresa está à procura de talento e está decidida a integrar os melhores na sua equipa.



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