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O jovem líder dos códigos de barras no Brasil

O jovem líder dos códigos de barras no Brasil

Bernardo Abecasis trocou Portugal pelo Brasil para realizar o sonho de ser empreendedor.
08.09.2011 | Por Cátia Mateus


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Faz parte da nova geração de emigrantes altamente qualificados que abraçou uma carreira internacional e tem orgulho nisso. Bernardo Abecasis trocou a sua Lisboa, pela cidade de São Paulo, no Brasil por mera vontade de empreender. E fez a aposta certa. Do outro lado do Atlântico concretizou no terreno a criação de duas empresas: a Visten Comunicações, que opera na área das soluções para call-centers, e a BEMS Brasil, especialista em soluções para telemóveis. Hoje, é diretor-geral da Scanbuy Brasil, a empresa que é líder mundial em soluções com códigos de barras também para telemóveis.

Começou a planear a sua mudança cerca de meio ano antes de colocar os pés em solo brasileiro como trabalhador. Chegou ao novo país em janeiro de 2008 uma missão clara: “queria empreender num mercado com mais potencial e com muito mais espaço para novas empresas”, revela. Não perdeu muito tempo com teorias e em três anos colocou de pé duas empresas, em parceria com dois empreendedores portugueses. Confessa que o caminho foi difícil, “principalmente no início, porque o mercado brasileiro tem vários obstáculos”, mas hoje o saldo é extremamente positivo.

Engenheiro informático de formação, Bernardo Abecasis diz ter optado pelo Brasil em função do tamanho do mercado, o potencial de crescimento da economia e a afinidade com Portugal. O jovem líder não tem dúvidas de que “a economia brasileira é das que terá maior potencial de crescimento nos próximos anos. Tem uma classe emergente de consumidores com cada vez mais poder de compra, espaço e recetividade para inovações e é uma economia de mercado com uma democracia consolidada”.

Outra coisa que esta economia tem é uma imensa falta de profissionais qualificados que, como confirma Bernardo Abecasis, “vai demorar muitos anos a suprir”. O empreendedor explica que o país atravessa neste momento um grande desequilíbrio. A economia está a crescer, mas falta mão-de-obra qualificada em quase todas as áreas e os salários não param de aumentar. Uma realidade que abre terreno, até pela proximidade linguística a muitos portugueses.

O diretor-geral da Scanbuy Brasil revela que a adaptação ao país é muito fácil porque os brasileiros são um povo acolhedor por natureza, mas em termos profissionais, a competitividade é muito grande. “O mercado de trabalho é de grande competição entre colegas, o que cria um ambiente ao qual nem todos se adaptam”, explica.
Aqui, os bons profissionais são tipicamente valorizados e há muitas multinacionais que procuram estrangeiros, altamente qualificados, que entendam simultaneamente a cultura do local e a da sede, o que no caso dos portugueses se aplica às empresas europeias. Contudo, o ambiente de trabalho está muito longe do português. “Aqui, as empresas são normalmente maiores e as equipas também o que torna a comunicação mais complexa. Por outro lado, as pessoas ficam menos tempo nos cargos, investem constantemente na formação para se diferenciarem e competitividade entre colegas, sobretudo, em São Paulo”, explica.

Bernardo Abecasis
37 anos
São Paulo/ Brasil
Diretor Geral da Scanbuy Brasil


Formação:
É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Superior Técnico e realizou um MBA na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

Primeiro emprego:
Analista Programador (Novabase).

Percurso:
Integrou o mercado de trabalho em Portugal pelas mãos da Novabase. Em 2007 começou a sonhar mudar de país e meio ano depois estava no Brasil. Já no país foi co-fundador (em conjunto com dois portugueses) da Visten Comunicações, uma empresa de soluções para call-centers e da BEMS Brasil, a especialista em soluções para telemóveis. Hoje lidera os destinos da Scanbuy Brasil, uma empresa que é líder mundial em soluções com códigos de barras em telemóveis.

Principais dificuldades:
“Interpretar mal os sinais num processo de vendas é fatal e quando cheguei as maiores dificuldades foram enquanto não conhecia os detalhes mais subtis das diferenças culturais. Demorou algum tempo até que conseguisse distinguir simpatia de interesse, ou falta de tempo de falta de interesse”, explica Bernardo.

Ambição:
Sente-se um profissional realizado, mas como empreendedor, procurará sempre abraçar novos desafios e confessa que a sua ambição é construir negócios bem sucedido e, cada vez, de maior porte.

Desafios para quem chega:
“O principal desafio para um profissional estrangeiro no Brasil é a capacidade de adaptação a uma nova cultura, necessária a qualquer expatriado, e a vontade de trabalhar num país que ainda está em desenvolvimento, com tudo o que isso implica”, confessa.

Horas de trabalho:
No mínimo dez horas diárias.



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