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MBA Tour atrai lisboetas

28.03.2003


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Ruben Eiras

CURIOSIDADE e uma afluência significativa de visitantes foram as notas dominantes da primeira edição do World MBA Tour - uma das maiores feiras globais de escolas de negócios - em Lisboa, que se realizou no passado dia 18 de Março no Hotel Sheraton.

De acordo com José António Cruzado, gestor de "marketing" daquele evento, o certame contou com a presença de 300 pessoas, "um valor considerável para a primeira edição e a dimensão do mercado lisboeta".

Com cerca de 70 universidades presentes dos quatro cantos do mundo, o evento ainda assim pecou pela ausência de algumas instituições de renome, como Harvard e Oxford, por exemplo. Mas as escolas de negócios espanholas apareceram em peso. Não obstante, José António Cruzado está confiante que no próximo World MBA Tour em Lisboa aumentarão o número de escolas representadas. A média neste evento situa-se entre as 130 e 140, tendo como referência a versão londrina deste certame.

Nunzio Quacquarelli, director da Topcareers, a empresa organizadora desta feira, refere que embora o número de visitantes da edição lisboeta tenha sido pequeno, o seu perfil primava pela qualidade. "Afluíram pessoas com uma experiência profissional considerável - entre os três e os dez anos de trabalho -, provenientes de grandes empresas e muitas com negócio próprio", enumera. Uma visão corroborada por alguns dos representantes das universidades com quem o EXPRESSO contactou.

Louise Brecketton, da Universidade de Cambridge, realçou o facto de muitos dos visitantes estarem bem informados sobre os conteúdos dos cursos. "Noutras feiras mais antigas não encontramos tantas pessoas com este nível de preparação a nível da informação sobre MBA", salienta.

Para Jon Pike, da Universidade de Warwick, embora o mercado português seja pequeno, vale a pena investir, pois possui um segmento de educação de topo emergente e "muito apetecível". Thomas Schroeder, da universidade australiana de Melbourne, não poupou esforços no marketing e revela que os estudantes portugueses têm praticamente garantido um lugar no MBA daquela instituição. "Primamos pela diversidade cultural no recrutamento de alunos e como não temos nenhum português, a bolsa de estudo está assegurada logo no início", garante.

Claudia Montejano, da universidade mexicana EGADE de Monterrey - considerada a melhor escola de gestão da América Latina -, também ficou bem impressionada com o perfil dos visitantes portugueses. "Temos muito intercâmbio com países como a Suécia e a França e gostaríamos de encetar o mesmo laço com Portugal", adianta.

Entre os visitantes, a atitude foi positiva, mas salpicada pela insatisfação. Patrícia Vinhas, gestora de projecto da PT Comunicações, achou o evento "útil", por dar uma maior visão do mercado. "Mas deviam estar presentes mais universidades norte-americanas", contrapõe.

Para Filomena Gonçalves, gestora de "marketing" da Taugagreining, uma empresa finlandesa de equipamento médico, esta edição do MBA Tour foi uma boa iniciativa e "que se deverá repetir", mas critica "a informação muito vaga distribuída pelas escolas".







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