Mais emprego na Europa
A taxa de desemprego europeia foi, em 2005, a mais baixa dos últimos quatro anos
28.04.2006

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Fernanda Pedro
A taxa de desemprego europeia situou-se em 2005 no nível mais baixo dos últimos quatro anos. Com um valor de 8,7%, o desemprego europeu esteve quatro décimas abaixo do registado em 2004. A conclusão é do Euroíndice Laboral IESE-ADECCO, relativo ao ano de 2005.
Segundo os dados, Espanha conseguiu a maior descida da Europa, com 1,5 pontos percentuais, atingindo uma taxa de 8,7%. Também a Itália e a Polónia conseguiram que a sua taxa de desemprego descesse consideravelmente, atingindo uma taxa de 17% e posicionando-se como os países onde o desemprego mais desceu nos últimos cinco anos.
Apenas Portugal e o Reino Unido viram a sua taxa de desemprego aumentar em 2005, sendo que Portugal (com 8%) atingiu mesmo a taxa mais elevada do país nos últimos 19 anos. Para a primeira metade deste ano, o estudo aponta para a continuação da diminuição da taxa de desemprego em toda a Europa, prevendo que em Junho de 2006 esta atinja os 8,6%.
O Euroíndice laboral revela ainda que a dinâmica do mercado europeu cresceu favoravelmente. Cerca de 1.447.000 pessoas encontraram trabalho em 2005, sendo que quatro em cada dez novos postos laborais foram ocupados por desempregados.
Para 2006 as previsões apontam para um crescimento significativo do emprego que segundo o estudo, passará de 0,9% em 2005 para 1,2% em Junho deste ano, o equivalente a 1.879.000 novos empregos até esse período. Este aumento ficará a dever-se maioritariamente à Alemanha e à França, que deverão que voltam a subir em ofertas de emprego.
O Euroíndice laboral revela também que a maior parte dos empregos criados em 2005 foram em regime temporário, numa escala de sete em cada dez novos postos de trabalho. Em termos absolutos, o número de contratos temporais foi de 1.056.000, mais 5,7% do que em 2004.
Também aumentaram os contratos fixos, realizando-se mais 0,6% do que em 2004. Dos países analisados destaque para a França e Reino Unido que aumentaram o seu número de contratos fixos e reduziram os empregos temporários. A França conseguiu criar mais 5% de empregos por conta própria do que em 2004.
Relativamente a novos empregos para estrangeiros, em Setembro de 2005, havia na União Europeia (referente ao grupo de 15 países que integravam a UE antes da ampliação de Maio de 2004) 11.252.000 de estrangeiros com emprego, e equivalente a 6,7% do total dos empregados.
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