Modernizar a formação profissional, aumentando a componente da formação em contexto de trabalho, definir e avaliar através de métricas objetivas níveis de qualidade da formação e o seu impacto na manutenção do posto de trabalho, potenciar a atualização regular de competências e, por essa via, a competitividade das empresas, melhorar o ensino e a preparação dos formadores são, por esta altura, as grandes metas da União Europeia (UE) para os seus Estados-membro. Quando as estatísticas oficiais apontam para que 50% dos alunos do ensino secundário frequentem programas de formação profissional, mas desses apenas 27% desenvolvam a sua aprendizagem em contexto de trabalho, a UE quer elevar a fasquia, defendendo que a prática potencia a empregabilidade. Em cinco anos, a meta é alargar a percentagem de aprendizagem em contexto de trabalho.?
Vinte e cinco mil milhões de desempregados, sendo cinco mil milhões jovens. Para a União Europeia os números são alarmantes e o reforço da formação é uma das formas de minimizar a questão. Em Portugal, o IEFP já segue as orientações europeias e tem vindo a estabelecer parcerias no sentido de reforçar a componente prática das ofertas de formação disponíveis no mercado nacional. O instituto estabeleceu recentemente uma parceria com o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) que, no âmbito da medida Aprendizagem e Vida Ativa, tinha já acordado com o IEFP acolher 360 estagiários em funções técnicas durante três meses. O protocolo agora firmado, visa a reformulação e modernização imediata da formação profissional em Portugal que no caso do ISQ se aplicará às áreas da Energia (Eletricidade e Gás), Automação, Eletrónica e Manutenção Industrial.?
Para João Santos, da direção-geral do Emprego, Ação Social e Inclusão - Comissão Europeia, “este tipo de parcerias são muito importantes na medida em que dão a conhecer o que de melhor se está a fazer a nível europeu, em matéria de formação profissional, no que respeita ao seu nível de modernização”. Também para Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, “o valor acrescentado de Portugal está nos seus trabalhadores e é, por isso, importante trabalhar na sua atualização para haver diferenciação pela qualidade”. Para o ministro, ”a formação e a certificação constituem dois ativos estratégicos” que é necessário incentivar já que estão na base da capacidade nacional de desenvolver empresas mais competitivas e, acrescenta, “inverter o cenário de crise”.