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Madeira fomenta espirito de iniciativa nas escolas

Na Madeira o empreendedorismo chama-se RS4E e já chegou a mais de 8 mil alunos dos 6 aos 25 anos
24.06.2011 | Por Cátia Mateus


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Chama-se Rs4E - Road Show for Entrepreneurship e tem como missão permitir que os jovens estudantes, dos 6 aos 25 anos, tenham um primeiro contacto com o mundo do empreendedorismo. O projeto, que se sustenta numa metodologia learning by doing, está a ser aplicado em várias escolas na Região Autónoma da Madeira. Desde o seu arranque, no ano letivo de 2005/2006, o projeto já chegou a 8081 alunos, envolvendo 438 turmas e 41 estabelecimentos de ensino da Madeira e Porto Santo. Deste mega projeto de sensibilização do espírito de iniciativa resultaram 909 ideias de negócio. Carlos Soares Lopes é gestor de projetos no Centro de Empresas e Inovação da Madeira| BIC Madeira, parceiro da iniciativa. Segundo o responsável, “este terá sido um dos primeiros projetos de empreendedorismo nacional, e dos primeiros da Europa, a envolver alunos de distintos segmentos de ensino como o secundário, profissional e superior”. A ideia de elaborar um projeto na área da educação para o empreendedorismo surgiu em 2003, após o Centro de Empresas e Inovação da Madeira (CEIM) receber vários estudantes em visitas de estudo às empresas que acolhia na sua incubadora. “Entendido o interesse das escolas em transmitir conteúdos sobre empreendedorismo e inovação aos seus alunos, foi necessário avaliar as ofertas formativas noutros países pois na altura não existiam projetos com dimensão á escala nacional”, relembra Carlos Lopes. Depois de ralizadas algumas parcerias que viabilizaram a criação da nova plataforam o Rs4E foi candidato a fundos comunitários que viabilizaram a sua execusão. “O projeto foi desenhado desde o início para ser uma intervenção global, possibilitando a participação de escolas espalhadas por todos os concelhos da Madeira e Porto santo. Uma intervenção integrada entre atores educativos, entidades públicas e parceiros privados, impulsionou o projeto até à sua dimensão atual, possibilitando que hoje este programa abarque 438 turmas em 41 estabelecimentos de ensino”, enfatiza Carlos Soares Lopes. Tendo como missão permitir que os estudantes se introduzam na importância de assumirem perante a vida e a profissão uma postura empreendedora, o RS4E pretende também “despertar e estimular nos alunos a predisposição para empreender, alertar para a existência de oportunidades de negócio no meio que os rodeia e sensibilizar para a importância da criação de riqueza e do self employment como forma de promover a eficiência económica e a estabilidade social”, argumenta o responsável. Outra das missões da plataforma empreendedora é que “os alunos adquiram algumas noções do meio empresarial e que tenham contacto com temas importantes e transversais em toda a atuação empresarial, tais como a inovação e a qualidade”, revela. Para implementar este projeto o CEIM teve de descobrir aplicar diversos conteúdos, tendo em conta a diferença de idades dos alunos envolvidos. O desenvolvimento de conteúdos foi realizado com recurso a organizações distintas, nacionais e internacionais, que atuavam na área. Explica Carlos Soares Lopes que “apesar de distintos, todos os programas aplicados têm o fator comum de apelarem à aprendizagem na primeira pessoa (sustentados pelo conceito de learning by doing), ao dinamismo, à criatividade (think outside the box) e ao estimulo da capacidade de iniciativa. O erro e o risco são aceites e o óbvio é não existirem respostas certas”. A iniciativa está ao alcance de estudantes de todas as áreas, tanto mais que a materialização de uma ideia de negócio pode ser uma hipótese de empregabilidade viável em qualquer segmento de formação. Ao longo de seis anos de atividade, o programa de empreendedorismo já chegou a mais de oito mil estudantes e foram identificados perto de mil projetos empreendedores com potencial. Um resultado que para o responsável pela gestão do projeto “simboliza um verdadeiro empenho por parte dos alunos, professores e escolas envolvidas”. Ainda assim, Carlos Soares Lopes enfatiza que “o verdadeiro resultado é considerar que foi possível plantar uma semente empreendedora em cada um dos alunos e com isto incutir uma cultura de inovação e criatividade, não esquecendo que esta deverá ser acompanhada com rigor, persistência e muito trabalho”. Apesar das alterações programáticas previstas, o responsável espera que no próximo ano letivo este projeto possa chegar a mais dois mil alunos, utilizando a mesma metodologia de trabalho e, desejavelmente, os mesmos resultados.


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