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Ideia académica transforma-se em negócio real

Ideia académica transforma-se em negócio real

Aquilo que poderia ter sido apenas um projeto académico é hoje uma empresa real. Em 2010 João Paulo Carvalho, Simão Calado e Pedro Ferreira, frequentavam o MBA da AESE – Escola de Direcção e Negócios e tiveram de conceber um projeto de negócio para a cadeira de Novas Aventuras Empresariais. O espírito empreendedor destes jovens já se fazia sentir na altura, pois queriam que a sua ideia saísse do papel. Dois anos mais tarde concretizaram esse objetivo e nasceu a Hope Care.

31.05.2013 | Por Maribela Freitas


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Criada formalmente em janeiro de 2012, em Cascais, o lema da Hope Care é saúde sem barreiras geográficas. No fundo trata-se de uma plataforma capaz de monitorizar sinais vitais à distância e de prestar um serviço de teleassistência, através de uma tecnologia avançada e de equipamento simples e rápido de utilizar. Mas em 2010, quando tudo começou, os três promotores estavam longe de saber o caminho que ainda tinham de percorrer para concretizar o negócio. “Sempre debatemos que faria sentido conceber um projeto a que pudéssemos dar caminho”, explica João Paulo Carvalho. Os empreendedores só se conheceram no MBA e a ideia de negócio foi criada no segundo ano do curso. A tele-saúde destacou-se logo como o caminho a seguir, dada a sua abrangência e experiência dos promotores.

Apresentaram a ideia da escola e partiram para a realização de um estudo de mercado através do qual perceberam que das três propostas que tinham – área social da geriatria, saúde pura e dura e turismo -, era a primeira que fazia mais sentido. “Percebemos que o projeto tinha algum valor e pela primeira vez abordamos investidores externos à escola, para testar se o que estávamos a pensar fazia sentido», salienta João Paulo Carvalho.

Na busca de investidores foram ‘arrasados’. Disseram-lhes que o negócio fazia sentido, mas precisa ser alinhavado e tinham três meses para o fazer. Foram bem-sucedidos e começaram a ter apoio na concretização da ideia. «Em 2011 apresentámos formalmente o projeto na escola e ficámos em quarto lugar, o que significa que para os empresários tinha valor, mas para a academia ficava um pouco aquém», lembra o empreendedor. Continuaram a desbravar caminho, a negociar com investidores e a criar a parte societária da Hope Care, empresa que avançou no início de 2012. A Naves, sociedade de capital de risco participada pela AESE é um dos investidores desta empresa que começou com um investimento de 200 mil euros e tinha como perspetiva chegar a um milhão entre dois a três anos.

“O primeiro ano foi de investimento porque montar uma empresa de telesaúde implica não só certificações técnicas, mas também humanas e uma nova abordagem ao mercado”, conta João Paulo Carvalho. Começaram a trabalhar efetivamente no final do ano de 2012 e monitorizam já mais de 200 pessoas.

Os três promotores da Hope Care tinham emprego, mas apenas João Paulo carvalho deixou a sua atividade para se dedicar a tempo inteiro ao negócio. Acredita que as crises económicas trazem oportunidades e que a área da telesaúde vai crescer em Portugal, bem como em todo o mundo. Tanto assim é que estão já a negociar projetos com a Alemanha, Holanda e Arábia Saudita. No início deste ano foram convidados pela AESE para ir a Bangkok a um concurso de empreendedorismo onde a Hope Care conseguiu o terceiro lugar. “Percebemos que a nossa ideia e estratégia se encaixa em qualquer parte do mundo, variando apenas a abordagem ao mercado”, revela o empreendedor.

Persistência, um corpo societário bem definido e alinhado com o que é a estratégia, são na perspetiva deste empreendedor pontos-chave para o sucesso. Já a existência de uma rede de parceiros forte, ter um produto de valor acrescentado e conseguir desenhar produtos à medida do cliente é o que diferencia a Hope Care da concorrência. A quem quer apostar num negócio próprio, João Paulo Carvalho aconselha a ser diferente e criativo. Só assim se consegue ter sucesso.

BI Empresarial

Promotores:
José Paulo Carvalho, licenciado em teologia e MBA da AESE – Escola de Direção e Negócios, 39 anos.
Simão Calado, licenciado em gestão hoteleira e MBA da AESE – Escola de Direção e Negócios, 35 anos.
Pedro Ferreira, licenciado em economia e MBA da AESE – Escola de Direção e Negócios, 41 anos.

Data de criação:
Janeiro de 2012.

Área de actuação:
A Hope Care actua como uma plataforma capaz de monitorizar sinais vitais à distância e de prestar um serviço de teleassistência. As suas soluções de assistência à distância são um auxílio a todos os que se encontram sós ou em situações de dependência, através de uma tecnologia avançada que coloca à disposição dos utentes e instituições um equipamento simples e rápido de utilizar.  

Investimento:
200 mil euros.

Postos de trabalho criados:
Sete diretos e espera criar mais quatro a seis até ao final de 2013.

Principais clientes:
Hospitais, clínicas e instituições sociais.

Conselhos:
Atualmente as pessoas que estão a tentar lançar um negócio vão sempre para áreas tradicionais. Em vez desse caminho há que apostar na diferença e ser criativo, especialmente redesenhar e ser criativo naquilo que é a abordagem ao negócio.

Perspetivas futuras:
A internacionalização do negócio, já em curso, é uma das apostas para o futuro, bem como a expansão para a área do turismo.

Website:
www.hope-care.pt



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