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Eu também quero ser patrão

Os negócios em regime de franchising estão a originar uma nova vaga de pequenos patrões em Portugal
19.11.2005


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Cátia Mateus

A CONJUNTURA económica desfavorável parece não ser suficiente para desmotivar os que ambicionam criar o seu próprio negócio, seja por uma necessidade de auto-emprego ou por mera vontade de enveredar pela via empresarial. A prová-lo está não apenas a sucessão de iniciativas ligadas ao fomento do empreendedorismo, que durante o mês de Novembro tiveram lugar em Portugal, mas também a elevada adesão de visitantes ao último Franchise Show, recentemente realizado, que duplicaram face a 2004. Durante três dias de exposição, a oitava edição do Franchise Show contou com mais de 5330 visitantes. Um número que segundo Eduardo Miranda, presidente do Instituto de Informação em Franchising (IIF), entidade promotora do evento, «representa um crescimento na ordem dos 50% face a 2004». Eduardo Miranda prefere encarar estes resultados como «uma mudança de atitude dos portugueses face à adversidade», ao invés de falar em retoma económica.


Aquele responsável acredita que «as pessoas independentemente de estarem empregadas ou não, aperceberam-se de que, para terem alguma estabilidade financeira, não podem contar apenas com o seu salário a curto prazo e a reforma a longo prazo». E, talvez por se tratar de um modelo de negócio já testado, que garante apoio aos empreendedores, o «franchising» tem registado um crescimento significativo ao longo dos últimos anos. Em Portugal, o «franchising» dá emprego a 56 mil pessoas. Anualmente, são cerca de mil as pessoas que se tornam empresários por esta via e este tipo de negócios apresenta um grande potencial de internacionalização.

Empresa na hora

Mas também os que preferem criar uma empresa a partir de uma ideia própria podem gozar de alguns apoios. Por várias vezes, o ministro da Economia, Manuel Pinho, apelou ao esforço individual e ao desenvolvimento de iniciativas empreendedoras como forma de relançar a economia nacional e promover a criação de emprego. Um importante passo neste sentido terá sido a desburocratização do processo de criação de empresas.

Manuela Leitão Marques, coordenadora da Unidade de Coordenação da Modernização Administrativa (UMCA), refere que o programa «Empresa na hora» apresenta resultados bastante positivos. «De meados de Julho até Novembro foram criadas 1117 empresas, nos seis locais de atendimento actualmente em funcionamento», explica a coordenadora. A partir de Fevereiro do próximo ano o programa será finalmente alargado a todo o território nacional.





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