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Este site avalia os bons patrões

Este site avalia os bons patrões

Chama-se Fairygodboss e foi criado por duas mulheres a braços com dificuldades em compatibilizar a sua atividade profissional com a maternidade. A plataforma permite que as utilizadoras classifiquem, anonimamente, o posicionamento de determinado líder empresarial em relação às necessidades de conciliação trabalho-família das suas funcionárias e serve sobretudo um universo de mulheres que acredita que é possível ser uma boa mãe sem ter de abdicar da carreira.

20.02.2016 | Por Cátia Mateus


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Já foi considerado pela revista Fortune como o GPS de carreira das mães que não abdicam de ser também profissionais de sucesso, e foi criado para partilhar informação sobre os líderes e as empresas mais amigas das famílias. Que é o mesmo que dizer, as organizações que menos “cortam as pernas” às mulheres que querem ter um ou mais filhos, sem ter de desistir da sua realização profissional. Não, não existe em Portugal (ainda). Mas a plataforma americana Fairygodboss, criada por Romy Newman e Georgene Huang, duas profissionais que sentiram na pele a discriminação profissional gerada pela maternidade e pela licença parental, tem inspirado plataformas semelhantes em vários países e ajudado muitas profissionais.

Teria sido bom saber que a empresa onde entrou há meio ano não tem uma política muito tolerante em relação a famílias numerosas entre os seus funcionários? Ou que o seu chefe não é propriamente um facilitador quando há necessidade de sair, por exemplo, um pouco mais cedo para ir buscar um dos seus filhos ao infantário? A Georgene Huang teria e foi exatamente essa necessidade que esteve na base da criação da plataforma Fairygodboss. A co-fundadora da plataforma viu-se numa situação de desemprego enquanto estava grávida de dois meses e travou duras batalhas em entrevistas em empresas “menos amigas da família”.

Teria sido útil no seu processo de procura de emprego “ter disponível informação que lhe permitisse selecionar à partida as organizações não encarariam como um entrave contratar uma pessoa que dentro de alguns meses teria de gozar um período de licença de maternidade”, relembra. A ideia de centralizar numa plataforma este tipo de informações, e outras igualmente relevantes para “mães com carreira” ganhou forma junto das duas mentoras do projeto e em março de 2015 o site estava operacional.

Através da plataforma, as mulheres podem avaliar anonimamente a sua entidade patronal, seja o chefe direto, o líder máximo da organização ou a política de recursos humanos e apoio à família seguida pela empresa, dando a outras mulheres - mães e profissionais - a informação necessária para uma escolha informada do seu percurso de carreira e permitindo-lhes uma melhor preparação para o processo de seleção, podendo antever, por exemplo, algumas das questões de âmbito mais pessoal que possam ser colocadas na entrevista.  



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