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Empresas mais exigentes com licenciados

24.06.2005


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Paula R. Santos

O NÚMERO de desempregados licenciados, que já excedeu a barreira dos 40 mil, está a permitir novas exigências por parte de quem emprega. «Cada vez mais, os empregadores querem pessoas com licenciatura para determinadas funções, para as quais, há cinco ou seis anos, não se exigia mais do que o 12º ano de escolaridade», adianta Ana Loya, administradora-executiva da Ray Human Capital, empresa de selecção e recrutamento.

É com frequência que se encontram licenciados, dos mais variados cursos, a exercer funções como delegados comerciais ou técnicos de vendas. «Ou jovens recém-licenciados na área da gestão e da economia a trabalhar nos balcões das agências bancárias, e ainda licenciados das áreas do direito ou das relações internacionais em serviços de administração, só para citar alguns exemplos», pormenoriza a responsável.

O excesso de licenciados no mercado de trabalho também acentuou a tendência para seleccionar candidatos consoante o local onde conseguiram o diploma. «Se, há alguns anos, a média final de curso tinha muita importância, agora, quem recruta, escolhe sempre com base na qualidade das licenciaturas e no prestígio de certas faculdades», acrescenta Ana Loya.

Ana Luísa Teixeira, responsável máxima da multinacional de «executive search» MRI World Wide em Portugal, corrobora e acrescenta: «As empresas querem, acima de tudo, não errar na escolha, por isso, além do peso dado à origem do diploma, pretendem apurar o perfil psicoprofissional do futuro empregado, razão pela qual nos pedem testes complementares aos candidatos».

«Não basta ser tecnicamente bom. Os nossos clientes querem saber se o candidato é dinâmico, flexível, se trabalha bem em grupo e orientado por objectivos», sublinha Manuel Arroja, administrador da Michael Page, empresa que também actua na área do «executive search». «Quando se tenta perceber a personalidade do candidato, até o tipo de desporto que ele pratica conta no processo de selecção, pois é possível perceber qual a sua combatividade, resistência, trabalho em equipa e respeito para com o líder», remata Ana Luísa Teixeira.





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