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CTT formam quadros

30.04.2004


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João Barreiros

APROXIMAR profissionais oriundos de todas as regiões do país e promover a troca de experiências entre eles foram os principais objectivos da acção de formação para jovens quadros levada a cabo na passada semana pelos Correios de Portugal (CTT).


A empresa reuniu 150 jovens quadros, até aos 32 anos de idade, encontrando uma forma bastante original de os estimular: os participantes foram divididos em equipas constituídas por elementos de várias áreas, sendo convidados a gerir uma empresa fictícia durante cinco trimestres.

O simulador utilizado habitualmente no jogo da Gestão Global - um torneio de simulação em gestão organizado pela SDG e pelo EXPRESSO - permitiu levar a cabo esta realização.

"Os CTT acreditam que este jogo de simulação de gestão é um forte estímulo para elevar os níveis de desempenho em áreas fundamentais para o sucesso, nomeadamente na visão estratégica, no trabalho de equipa, na comunicação e na gestão de equipas", sublinha Miguel Salema Garção, director de Relações Públicas e Media da empresa e um dos entusiastas deste evento.

Fechados num hotel, os jovens participantes nesta acção tiveram de enfrentar as dificuldades que os gestores normalmente enfrentam numa economia aberta: para ganhar era necessário alcançar a mais alta cotação numa Bolsa de Valores, também fictícia, mas que reflectia o desempenho das próprias equipas.

Nuno Clérigo, da equipa vencedora, considera que esta acção foi "muito curiosa e bastante agradável, com a vantagem de juntar elementos de áreas completamente diferentes".

Com três participações anteriores no Gestão Global, este jovem quadro dos CTT tinha alguma vantagem sobre os que não conheciam o simulador, e notou uma diferença principal entre o encontro da Curia e o torneio anualmente realizado pelo EXPRESSO: "Aqui foi mais interessante, porque as jogadas sucediam-se e podíamos ver quais tinham sido os nossos erros e corrigi-los logo a seguir, ao contrário do que acontece no Gestão Global, em que as jogadas são mais espaçadas", referiu.

Com mais de 15 mil trabalhadores em todo o país, os CTT têm de fazer um esforço permanente para criar um espírito de grupo, podendo dizer-se que esta realização se enquadra nesse esforço.

Para Carlos Horta e Costa, "os recursos humanos devem ser olhados numa óptica do seu desenvolvimento, e nesse sentido esta participação entronca muito bem".

O presidente dos CTT considera igualmente que este encontro serviu para que os jovens quadros da empresa "compreendam melhor os problemas de cada um e passem a conhecer-se melhor, não só em termos profissionais mas até em termos pessoais".

Depois de uma fase de reorganização interna, a empresa admite vir a contratar novos quadros, considerando, por isso, necessário estar atento ao funcionamento do mercado universitário.

A partir do próximo mês, os participantes nesta acção de formação, que decorreu na Curia, irão de novo juntar-se para competir no Gestão Global-2004, contra as equipas de outras empresas e escolas do ensino superior.





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