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Cooperativas geram empregos para jovens

Cooperativas geram empregos para jovens

A CoopJovem tem 2700 bolsas para o empreendedorismo cooperativo.

16.01.2017 | Por Joana Nunes Mateus


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Os jovens da cooperativa para a acção social e artística CoopCasa pegaram nas bicicletas para dinamizar o tradicional mercado da Praça da Fruta das Caldas da Rainha e agora entregam em casa dos habitantes daquela cidade os produtos frescos que eles encomendam online. Os jovens da cooperativa de solidariedade social WelcomeHome estão a aumentar a empregabilidade dos sem-abrigo enquanto guias turísticos de quem visita a cidade do Porto. Estes são apenas dois exemplos do chamado empreendedorismo cooperativo que o programa CoopJovem pode apoiar com bolsas, apoio técnico, linhas de crédito e subsídios a fundo perdido.
Gerido pela Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), o programa CoopJovem é uma oportunidade para os jovens entre os 18 e os 29 anos criarem o seu próprio emprego, desenvolvendo uma ideia de negócio que não visa essencialmente o lucro. A CASES tem €15 milhões para apoiar até 2700 destes novos jovens empreendedores cooperativos. A primeira fase das candidaturas encerrou em dezembro, mas já abriu a segunda fase das candidaturas que termina a 28 de fevereiro.

Quem pode concorrer?
O CoopJovem destina-se a jovens detentores de uma ideia de negócio que possa ser concretizada através da criação de uma cooperativa entre três a nove cooperadores. A maioria dos cooperadores deve cumprir estes quatro requisitos: ter entre 18 e 29 anos; residir em Portugal Continental; ter pelo menos o 9.º ano de escolaridade ou formação equivalente; ser considerado NEET, isto é, não estar a trabalhar, nem a estudar, nem se encontrar em formação.
Convém notar que, desde que a equipa seja maioritariamente composta por este tipo de jovens, nada impede que nela participem outras pessoas, mais velhas ou experientes, com mais de 29 anos e que vivem, estudam ou trabalham no país.

Apoios disponíveis
Cada um dos jovens cooperadores pode receber uma bolsa CoopJovem durante seis meses enquanto desenvolve o projeto. São atribuídas no máximo nove bolsas por projeto e o seu valor mensal depende das qualificações de cada um, variando entre os €421 para quem tem o 9.º ano, os €548 para quem completou o ensino secundário e os €695 para quem é licenciado. O apoio técnico consiste em sessões de mentoria, formação em diferentes áreas temáticas e acompanhamento no desenvolvimento da ideia de negócio e construção do projeto.
Para apoiar a concretização dos projetos que sejam económica e financeiramente viáveis, há uma linha de crédito Microinvest, bonificada e garantida até €20 mil, mais um subsídio a fundo perdido até €15 mil para a criação e instalação da cooperativa. Os apoios não são todos dados de uma vez, mas por fases.
Na primeira fase após a aprovação da candidatura, os jovens cooperantes recebem a bolsa e apoio técnico durante dois meses para desenvolver a ideia de negócio.
Quem chegar à segunda fase, recebe a bolsa e apoio técnico durante quatro meses para estruturar o projeto, apresentar o plano de negócios e a memória descritiva do projeto.
Quem chegar à terceira fase, tem mais seis meses de apoio técnico para ajudar à criação e instalação da cooperativa. Os jovens podem então recorrer à linha de crédito até €20.000 e receber um subsídio a fundo perdido até €15.000 para financiar o arranque da atividade da nova cooperativa.



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