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Como tornar-se empresário em tempo de crise

A conjuntura aconselha à prudência, mas não ao marasmo. Foi em tempo de adversidade que os portugueses souberam realizar os seus maiores feitos. O universo empresarial não é exceção. Com riscos e investimentos mais controlados é possível empreender em Portugal, desafiando todas as barreiras.
21.10.2011 | Por Cátia Mateus


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Quando a conquista de um emprego por conta de outrém não está facilitada, criar o seu próprio projeto empresarial, que lhe garanta uma forma de subsistência poderá não ser uma ideia descabida. Reza a tradição que é em momentos de adversidade que surgem, por vezes, as melhores oportunidades. Tudo o que você precisa é ser terra-a-terra, manter os pés bem no chão e sem grandes deslumbres ou investimentos mirabolantes, estruturar o seu próprio negócio e o seu auto-emprego. Lembre-se: a prioridade não é ficar rico em dois dias, mas sim garantir um salário e sentir-se realizado com o que faz.

As primeiras perguntas que deverá colocar-se é “o que é que eu sei fazer bem?” e “onde reside o meu valor competitivo?”. A área de atividade até pode nem ser original, mas poderá ganhar mercado se tiver uma abordagem inovadora face à concorrência. E é também aqui que reside o segundo ponto decisivo da sua análise: quem é a sua concorrência? quais os seus pontos fortes? que limitações e riscos pode aportar ao seu projeto e como pode o seu futuro negócio ultrapassar os outros players do seu mercado? A resposta a cada uma destas perguntas é vital para minimizar o risco de fracasso do seu projeto.

Igualmente importante é que perceba até que ponto o mercado precisa, sobretudo nesta fase de maiores dificuldades económicas, do serviço que lhe quer oferecer. Tenha em atenção que em situações adversas, pequenos negócios de serviços de proximidade como as tradicionais engomadoras, lojas de arranjos de costura ou outras semelhantes poderão ressentir-se com o efeito poupança, já muitos consumidores optam por voltar a realizar em casa este tipo de serviços. Uma dinâmica diferente sentem os projetos ligados à área da Internet e todos aqueles que de alguma forma estejam relacionados com questões de gestão financeira e poupança.

Mas tão importante quanto escolher a área é realizar um levantamento criterioso e muito rigoroso do investimento necessário para materializar o seu projeto. É nesta fase que se deve munir de todo o seu lado prático e realista e reduzir os custos ao essencial. Pode parecer-lhe irónico, mas pensar pequeno por vezes tem as suas vantagens. Provavelmente, numa fase de arranque não precisará sequer de um grande espaço. Se esse não for o caso e o seu projeto precisar de uma sede, então escolha com cuidado o local onde se vai implantar em função das zonas onde passa o seu público-alvo. Evite também realizar grandes contratações. Deve definir uma estratégia de crescimento, mas faseada. Não queira tudo de uma só vez.

Num negócio todos os pormenores são fundamentais e neles que deve investir para se diferenciar. Deve testar todos os seus fatores de diferenciação antes mesmo de iniciar o seu contacto com o público. Aposte muito neste fase de testes para poder otimizar e reduzir o risco de insucesso na entrada no mercado.
E se ultrapassadas todas estas etapas o seu problema ainda é o investimento, saiba que tem cada vez mais opções de financiamento para os designados negócios de baixo custo. A expansão das plataformas de crowdfunding podem beneficiá-lo e o microcrédito também. Mas se está numa situação de desemprego continua a poder recorrer à antecipação por inteiro do subsídio de desemprego para criar o seu próprio negócio.

I Conferência Ibérica de Empreendedorismo
O Centro Cultural de Cascais acolhe, a 27 e 28 de outubro, a I Conferência Ibérica de Empreendedorismo. O evento, cuja entrada é livre porém sujeita a reservas, visa debater num diversificado leque de conferências a temática da iniciativa empresarial à escala ibérica e promover a partilha de experiências entre os empreendedores. O evento contará com a presença de um conjunto de oradores de peso no panorama empresarial de Portugal e Espanha, procurando também estreitar as semelhanças entre os dois países, na área do empreendedorismo.
Em debate estarão temas como a mudança do modelo de negócio de uma empresa, os estímulos ao empreendedorismo, o capital intelectual estímulo do empreendedorismo de base tecnológica, mas também será feita uma reflexão sobre o ensino do empreendedorismo, o papel do empreendedor social, o fomento ao empreendedorismo universitário, entre muitas outras temáticas.

Semana Nacional de Business Angels
A FNABA - Federação Nacional de Associações de Business Angels tem agendada para a semana de 7 a 11 de novembro, a V Semana Nacional de Business Angels. A iniciativa que já soma cinco edições tem como missão aproximar o público, e em particular os empreendedores, dos Business Angels de cada região, bem como sensibilizar potenciais investidores a conhecerem as suas atividade destes. Sob o lema “Dar a volta à crise, com os Business Angels”, a edição deste ano tem ainda o objetivo de afirmar a importância dos business angels, num momento crítico do nosso país, como elementos chave na criação e expansão de empresas de elevado potencial de crescimento. Ao longo desta semana decorrerão - nas cidades de Cascais, Coimbra, Covilhã, Évora, Guimarães, Lisboa, Porto e Santarém - conferências, fóruns de discussão e apresentações públicas de projetos em busca de financiamento, e outros que já tendo obtido este investimento financeiro pretendam partilhar a sua experiência. Prevista está ainda a realização de um workshop, no âmbito do ACCESS ICT (www.access-ict.com), iniciativa da Comissão Europeia da qual a FNABA é uma entidade parceira, com o objetivo de apoiar empresas, que receberam fundos para investigação, no acesso a financiamento por parte de business angels, para a comercialização dos resultados da investigação realizada.

Feira do Empreendedor regressa ao Porto
A Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) vai voltar a promover, entre os dias 17 e 19 de novembro, na Alfândega do Porto, a 14ª Feira do Empreendedor, um evento que já é bandeira daquela que foi em Portugal a associação pioneira no fomento ao empreendedorismo. Subordinado ao tema “Inovação Portugal”, o certame assume-se como uma mostra de empreendedorismo diferenciador e competitivo, que promete contagiar as jovens start-ups com o espírito proativo e perseverante que, em tempos de crise económica e financeira, a associação procura incutir no tecido empresarial português. Informações, apoios e oportunidades complementam este ecossistema favorável à criação e desenvolvimento de novos negócios, que volta a orientar-se numa lógica de cidade à qual acorrem não só jovens empreendedores, mas também escolas e outras entidades. O franchising será uma das apostas fortes da edição 2011 da Feira do Empreendedor, com uma mostra extra, resultante de uma parceria estratégica com o Grupo Onebiz.
Paralelamente, e como já vem sendo hábito nas edições anteriores, está também previsto um ciclo de 21 conferências práticas, um conjunto de seis workshops sobre “Como Criar um Negócio Específico” e duas sessões de simulação de entrevistas de emprego, destinadas aos jovens que ambicionam uma carreira como empreendedores por conta de outrem. O networking e a promoção de sessões com investidores estão também contemplados nesta Feira que assume este ano particular relevância pelo contexto económico que o país atravessa.




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