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Cinco maiores recrutam mais

Apesar da recessão, as cinco maiores empregadoras do país continuam a recrutar pessoal
02.09.2005


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Marisa Antunes

SÃO os maiores empregadores do país e, no conjunto, as cinco empresas têm mais de 50 mil trabalhadores. A crise pouco afecta a Modelo/Continente, a PT Comunicações, os pontos de venda da Pingo Doce, a Securitas e a CP por isso são boas as perspectivas de crescimento e de mais contratações a curto prazo.

Na PT Comunicações, a segunda maior empregadora do país com 13.800 trabalhadores (só em Portugal), a época de recrutamento começa daqui a dois meses. «Contratamos anualmente entre 200 a 250 pessoas, a esmagadora maioria licenciados nas áreas tecnológicas, de Engenharia, Economia e Gestão. A maior percentagem dos recrutamentos ocorre em Novembro e são feitos através de 'road-shows' nas universidades», adiantou ao EXPRESSO Luís Moura, director dos recursos humanos para o Grupo PT.

A empresa de telecomunicações prefere os recém-licenciados da Universidade Católica, Nova, Instituto Superior Técnico e ainda das universidades do Minho e Aveiro. «As necessidades da PT mudaram muito desde a sua privatização. Actualmente vendemos soluções tecnológicas, por isso precisamos de pessoas com bons conhecimentos nesta área, com formação superior e uma visão muito ampla de gestão», resume o responsável. Os escolhidos passam por um estágio que pode durar de seis meses a um ano. Caso sejam aprovados entram directamente para o quadro de efectivos.

Na Pingo Doce, da Jerónimo Martins, só nos primeiros oito meses do ano, o número de contratações já ultrapassou a barreira dos 1000, uma média de 125 por mês. «Abrimos este ano dois novos supermercados, um em Santarém, outro em Leça da Palmeira. Mas uma grande parte destas contratações deve-se à elevada rotatividade de pessoal que existe no sector de distribuição alimentar. Temos muitos estudantes e pessoas que trabalham em 'part-time' que depois arranjam outro tipo de emprego», explica Ana Vidal, directora de comunicação do grupo Jerónimo Martins, que só no Pingo Doce emprega 8622 pessoas. Recordista em Portugal no número de empregados, a Modelo/Continente dá trabalho a 15.191 pessoas. «No entanto, o universo Sonae Distribuição, onde se incluem a logística e os centros de fabrico, ascende a 23.300 colaboradores, só em território nacional», pormenoriza Rosário Pinho, responsável pela comunicação. Apesar de não quantificar, Rosário Pinho admite que «a curto e a médio prazo, a concretizarem-se mais aberturas de lojas, conforme está previsto, prevê-se que ocorra um aumento relevante do número de colaboradores». Só para o Modelo, a Sonae já tem aprovadas mais 24 licenças, que vão juntar-se aos 74 supermercados já existentes.

Na Securitas, o quarto maior empregador do país com mais de 7000 trabalhadores, as contratações decorreram a bom ritmo. «Desde o início do ano, entraram para a Securitas 105 pessoas. Pensamos que as contratações irão decorrer, num futuro próximo, de acordo com o crescimento dos nossos negócios» especifica Firmino da Fonseca, director do serviço de «marketing».

Cerca de 80% das contratações são para a área da vigilância e 20% distribuem-se pelas restantes áreas da empresa, onde se incluem a segurança electrónica e os alarmes para bancos, empresas e casas particulares, os sistemas de detecção de incêndios ou os circuitos fechados de televisão. O recrutamento é feito através dos currículos que chegam à sede ou a uma das dez filiais da empresa, por carta ou no «site».

A CP - Caminhos de Ferro Portugueses selecciona os candidatos à empresa através das inscrições no seu "site" na Net ou de anúncios nos jornais. Entre Janeiro e Julho deste ano, a transportadora contratou para os seus quadros cerca de 30 colaboradores.





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