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Accenture contrata talentos recém-graduados para Angola

A multinacional está a avançar com mais uma edição do Angola New Joiner Program. Trata-se de uma iniciativa que visa recrutar jovens angolanos recém-graduados no país ou fora dele para integrarem a equipa da Accenture.
25.08.2011 | Por Maribela Freitas


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O Angola New Joiner Program tem como objetivo selecionar e contratar angolanos recém-licenciados/mestrados que se distinguiram pelo mérito académico e capacidade de iniciativa nas principais universidades deste país e angolanos que estão em universidades internacionais. A ideia é prepará-los para a transição entre o meio académico e empresarial, alertando-os e ajustando os seus conhecimentos para os desafios que vão encontrar no mercado de trabalho angolano. Nas duas edições já realizadas ingressaram 50 jovens neste programa e 20 integraram os quadros da Accenture Angola. Destes nove foram recrutados em Portugal no Instituto Superior de Gestão, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Universidade Autónoma e Instituto Politécnico de Santarém. “Este programa é a última fase do processo de recrutamento de novos analistas para a área de consultoria da Accenture Angola e consiste num programa de formação intensivo com avaliação contínua que dura quatro meses”, explica Fernanda Barata de Carvalho, diretora de recursos humanos da Accenture em Portugal e Angola. É composto por formação em sala e prática em projeto designada por “training on the job”. Durante este período são lecionados diversos conteúdos de acordo com a orientação do grupo de formação. Nas áreas de tecnologia ou gestão, vai desde a informação institucional, como os valores fundamentais da Accenture e as diferentes áreas de negócio da empresa, passando por conteúdos mais relacionados com metodologias de trabalho e módulos específico de cada área, até formação em línguas. Refere a diretora de recursos humanos que “são avaliadas diferentes competências neste período que se enquadram nos seguintes critérios: competência tecnológica, capacidade analítica e resolução de problemas, capacidade de aprendizagem e aplicação de conhecimentos, comunicação, cooperação e trabalho de equipa, proatividade e capacidade de iniciativa, interesse pela organização, entre outros”. Nas anteriores edições estiveram envolvidos na formação cerca de 50 pessoas e destas 20 tiveram aproveitamento e foram integrados na Accenture Angola nas funções de consultor assistente. Conta Fernanda Barata de Carvalho que “cerca de nove candidatos dos que foram contratados estudaram em Portugal”. Acrescenta que “a maioria dos angolanos que foram contratados nas universidades portuguesas nasceram em Portugal ou passaram toda a sua vida estudantil no país, o que obviamente os prepara de forma diferente dos jovens formados nas universidades angolanas e que nunca estiveram no estrangeiro”. Nesta terceira edição do Angola New Joiner Program não existe um número fixo de vagas a preencher. A Accenture procura recém-licenciados/mestrados preferencialmente nas áreas de ciências económicas, sociais e engenharias, uma vez que são as matérias lecionadas nestas áreas que transmitem os conhecimentos teóricos basilares e mais característicos nos profissionais que integram o mercado da consultoria de gestão e de tecnologia. Em território português a promoção deste programa tem sido feita nas feiras de emprego das universidades com elevado número de estudantes angolanos e em vários eventos e workshops organizados pela Associação de Estudantes Angolanos em Portugal. “Também participamos nos eventos realizados pelo Consulado de Angola em Lisboa e em feiras organizadas por entidades privadas que juntam estudantes angolanos a residir em vários países europeus. No site de carreiras da Accenture Angola estão sempre publicadas as oportunidades existentes”, refere Fernanda Barata de Carvalho. A Accenture Angola conta atualmente com 100 colaboradores, dos quais 60 são de nacionalidade angolana e 40 oriundos de Portugal, Espanha, Índia, entre outros países. A opção de privilegiar a contratação de angolanos para o escritório da multinacional neste país está relacionada, segundo Fernanda Barata de Carvalho, “com a prioridade da empresa em crescer nos mercados africanos e o facto de termos a forte convicção de que ninguém melhor do que eles para assegurarem que o crescimento da Accenture está a apoiar a economia e a população angolana, garantindo assim o desenvolvimento de massa crítica e talento nacional”.


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