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A mulher do leme

Madalena Viana lançou uma empresa de turismo fluvial
31.03.2006


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Marisa Antunes
Madalena Viana sempre gostou de barcos. E de lugares bonitos. Por isso, quando descobriu a beleza natural de cantinhos pouco conhecidos do Ribatejo apreciados através do rio Tejo não hesitou e resolveu comprar uma «enviada», traineira de dimensões mais reduzidas — mas com capacidade para 30 pessoas — e reconvertê-la num barco para passeios turísticos.


Estava dado o primeiro passo para a criação da «Ollemturismo», empresa criada em Março do ano passado e que realiza passeios fluviais entre Vila Franca de Xira e Valada do Tejo, em duas «rotas» que permitem desfrutar não só as paisagens naturais, mas também as tradições das gentes avieiras da zona e as suas casas construídas sobre estacas no rio.

«Sempre gostei de viajar e andei um pouco por todo o mundo quando terminei o meu curso de turismo no ISLA. Quando me casei, fixei-me na Azambuja e comecei a descobrir recantos tão bonitos e desconhecidos, a menos de 45 minutos de Lisboa, que nem queria acreditar», conta a empresária. Daí a lançar a sua empresa de turismo fluvial foi um passo.

Comprou o barco, com 12 metros de comprimento, associou-se à Casa Cadaval e lançou um portal na Internet onde descreve os seus serviços. A Ollemturismo oferece dois cruzeiros diferentes e o barco pode ser contratado para grupos com um mínimo de dez e um máximo de 30 pessoas, com preços a variar entre os 50 e os 70 euros.

Na «Rota dos Avieiros», a partida faz-se logo pela manhã do cais da Valada do Ribatejo. O passeio prolonga-se pelas margens do rio, com interrupção para almoçar e visitar a Palhota, uma típica aldeia pescadora avieira. Depois do repasto, «pode ainda ser feita uma pausa no mouchão, uma ilha com um agradável areal, com muitas árvores e cavalos à solta», descreve Margarida Viana.

Na Rota do Tejo, o passeio de barco é mais curto e a paragem é na Casa Cadaval onde se faz uma prova de vinhos, seguida de almoço servido no pavilhão de caça. O dia termina com a visita à propriedade e à coudelaria, percurso feito num reboque de tractor. Quem quiser pode fazer passeios que ocupam apenas meio dia e neste caso o cruzeiro fica pelos 30 euros.

Apaixonada por embarcações, Madalena Viana não hesita em assumir o leme e levar a bom porto os turistas fluviais. «Gosto muito de barcos pois sempre adorei fazer ‘ski'. Resolvi por isso tirar a carta que me permite manobrar esta embarcação e frequentemente sou eu mesma que levo os visitantes dos cruzeiros», conta a empresária.

A Ollemturismo realiza não só passeios para turistas mas também explora o mercado empresarial com programas anti-stresse para os trabalhadores.





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