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A mobilidade como opção

Os empregos de curta duracção podem ser uma vantagem
07.07.2006


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Fernanda Pedro

O trabalho temporário (TT) é considerado por muitos como um trabalho precário. Para os trabalhadores, a noção de que se trata de uma actividade temporária é real mas uma parcela significativa dos que aceitam esta situação, têm a esperança de um dia conseguirem entrar para os quadros da empresa que os recruta de forma provisória. Mas há também quem não se importe de ser temporário e prefira conhecer bem o mercado e experimentar várias actividades antes de se fixar numa empresa.

Tânia Lobo é disso um exemplo. Tem 27 anos e desde 2000 que acumula experiências laborais temporárias, referindo que se sente mais independente assim. «Não quero dizer com isso que o meu futuro seja sempre o TT. Claro que se me surgir uma proposta aliciante eu não vou dizer que não, mas por enquanto vou ganhando experiência profissional», refere.

Até ao momento já trabalhou na área do secretariado, no registo de dados e em «call-centers» e está convicta que isso lhe deu algum «traquejo» profissional, um factor importante para o seu currículo. «Tento aperceber-me de qual o trabalho mais adequado ao meu perfil. Quando decidir, julgo que seja o mais compatível e o mais indicado para mim», explica.

Neste momento encontra-se numa empresa a fazer simulações de seguro automóvel por um período de três meses e depois logo se verá. Apesar desta opção de vida, Tânia sabe que a especialização é importante e é por isso que «quando voltar a estudar, já será consciente de qual a área onde quero trabalhar», confessa.

O TT é por vezes a opção de muitos jovens. Vânia Ferreira, do departamento de qualidade da Adecco, empresa de Recursos Humanos, revela que «há determinados grupos, como os estudantes, que têm como opção ser trabalhar temporário». As razões apontadas para essa escolha são, sobretudo, a flexibilidade de horários das propostas de trabalho (muitas vezes situações de «part-time») e o facto de poderem ganhar algum dinheiro e experiências profissionais.

Vânia Ferreira considera que essas experiências são importantes para o futuro dos jovens e para o currículo. «Qualquer experiência profissional é sempre uma mais-valia para o currículo e poderá ser uma vantagem competitiva em relação a outros candidatos em processos de recrutamento e selecção», explica.

A especialista da Adecco refere ainda que o facto de demonstrarem vontade e capacidade para realizarem um bom trabalho é uma mais-valia para os trabalhadores que optam pelo TT, «uma vez que serão trabalhadores que iremos, seguramente, contactar para outras propostas». Vânia Ferreira, assegura mesmo que se aumenta a relação de confiança entre trabalhador temporário e empresas de TT.

«Acontece frequentemente termos solicitações de temporários por parte de clientes e ser dispensável a colocação de anúncios para encontrar candidatos. Nestas situações, sabemos de imediato quais os trabalhadores a contactar, pois temos a certeza que estarão receptivos a estas propostas e que vão realizar um bom trabalho no cliente»
, conclui a responsável.





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