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À espera que algo aconteça

Portugal ocupa a 13.ª posição na lista dos 16 países europeus mais empreendedores
29.07.2005


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Cátia Mateus

PORTUGAL perdeu capacidade empreendedora em 2004. De acordo com os dados do último Global Enterperneurship Monitor (GEM), um estudo anual que avalia os níveis de iniciativa empresarial na Europa, em 2004 o empreendedorismo português reduziu quase para metade quando comparado com o ano de 2001. O país ocupa neste momento a 13ª posição num «ranking» de 16 Estados-membros da União Europeia.

De acordo com o último GEM, enquanto em 2001 sete em cada cem portugueses - entre os 18 e os 64 anos - asseguravam a gestão ou criação de novos projectos empresariais, no ano passado esta média baixou para quatro empreendedores em cada cem. Uma quebra significativa num país que há muito batalha pelo fomento à iniciativa empresarial.

O estudo acentua a insuficiência dos apoios financeiros e das iniciativas ligadas ao empreendedorismo revela que, apesar de existir uma consciencialização por parte do Governo para as necessidades empreendedoras, «a morosidade do aparelho burocrático resulta numa ineficiente interacção entre as agências governamentais e os empreendedores». Por sua vez, o GEM confirma também que «a todos os níveis, o sistema educacional português não prepara os estudantes para tirarem partido de novas oportunidades de negócio».

Um dado curioso é o quase equilíbrio constatado entre o número de empreendedores do sexo feminino e masculino em Portugal, com as mulheres a totalizarem 48% da massa empreendedora. A taxa de empreendedorismo feminino em Portugal é, aliás, semelhante à dos Estados Unidos e superior à da Noruega, Dinamarca e Finlândia, países com grande tradição de paridade entre os géneros.

Segundo o relatório, mais de 70% dos empreendedores portugueses optam pelo sector de actividade dirigido ao consumo, seguido do sector da transformação e dos serviços orientados para clientes organizacionais. Acresce o facto de em Portugal existir um número significativamente maior de indivíduos que se tornam empreendedores movidos pela intenção de aproveitar uma oportunidade de negócio, em comparação com os que optam por esta solução por não encontrarem melhores alternativas de emprego.

O estudo salienta ainda os benefícios do recente aumento do número de parques de ciência e tecnologia e de incubadoras de empresas, mas crítica a aglomeração destas infra-estruturas junto às zonas de Lisboa e Porto, quando deveriam espalhar-se pelo país.

Segundo o relatório, a quebra verificada no empreendedorismo português não contraria a tendência europeia e surge legitimada na retracção da economia a nível mundial.

O projecto anual GEM é da responsabilidade do Babson College e analisa a realidade empresarial de 34 países. Em Portugal, o estudo resulta de uma parceria entre o Nova Fórum - Instituto de Formação de Executivos, da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, e a Sociedade Portuguesa de Inovação. O GEM Portugal é desenvolvido no âmbito do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).





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