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À conquista do sucesso

Acabaram de se licenciar, mas já fazem parte da classe empresarial
04.08.2006


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Marisa Antunes
ERMINAR a licenciatura e lançar-se de imediato num negócio próprio é um «luxo» e uma oportunidade única a que poucos universitários têm acesso. Mas na Universidade do Porto (UP) há, pelo menos, 30 jovens que dentro de um mês vão passar a fazer parte da classe dos empresários.

O protocolo de colaboração entre a UP, a Associação Nacional das PME (ANPME) e o Banco BPI assinado no início de Junho já está a dar os primeiros resultados e entre os 60 candidatos que se inscreveram, cerca de metade conseguiu passar à fase seguinte que inclui formação empresarial dada na ANPME e um empréstimo do BPI para a criação de uma microempresa na área das novas tecnologias.


«Damos a formação, fazemos a selecção e apresentamos os projectos financeiros dos recém-licenciados ao BPI. Para estes primeiros 30 novos empresários, o montante global dos empréstimos ronda os 500 mil euros», pormenorizou o presidente da ANPME, Fernando Augusto Morais.

A formação, que durou um mês, contemplou disciplinas fundamentais para quem vai arriscar um negócio por conta própria. Aulas práticas de teoria económica, de relação entre clientes, fornecedores e Estado, segurança social e conhecimentos de contabilidade, só para dar alguns exemplos. «Durante a formação é possível ver quem são aqueles que têm perfil empreendedor e apetência para a vida empresarial. E a 2 de Setembro, estes 30 novos empreendedores, vindos da universidade, vão ajudar a renovar o velho empresariado», sublinhou Fernando Augusto Morais, que realça a importância deste tipo de medidas não só para combater o desemprego entre licenciados mas também para subir os baixos níveis de formação académica entre os pequenos e médios empresários.

Aos restantes 30 alunos que não foram seleccionados, é-lhes dada a possibilidade de se integrarem nas novas empresas, como trabalhadores por conta de outrem.

Os recém-licenciados que vão criar microempresas associadas, todas elas, a comércio ou serviços tecnológicos, têm, na sua maioria, cursos de informática ou de informática de gestão. A quase totalidade vai abrir o seu estabelecimento na região do grande Porto, mas como realça o presidente da ANPME, há algumas excepções: «Só para citar um exemplo, temos uma aluna que tirou o curso na UP, mas é de Évora e por isso é lá que ela vai lançar-se no mercado de trabalho. Neste caso, conseguiu um empréstimo do BPI na ordem dos 25 mil euros para abrir um gabinete de contabilidade». Estes empréstimos são concedidos com períodos de carência entre os 12 e os 24 meses.

Para impulsionar a actividade destes novos empresários fora de Portugal, a ANPME estabeleceu ainda um acordo com a câmara de comércio espanhola de forma a que os novos empresários consigam alargar os seus serviços de software a toda a Península Ibérica.

Entretanto, a associação já está a receber inscrições para a segunda formação de novos empresários, que deverá começar também em Setembro. O requisito-base de inscrição é a conclusão da licenciatura na UP, sempre dentro do espírito do protocolo de colaboração.





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