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A caminho da inovação

Pensada para apoiar a crição de novos projectos empresariais com elevado grau de inovação e fortemente diferenciadores, a plataforma Finicia vê nascer novos negócios
15.02.2008


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Cátia Mateus

Inovação é cada vez mais a palavra de ordem quando se fala de empreendedorismo e criação de empresas. Mais do que gerar muitas empresas o país quer gerar bons e competitivos negócios e há programas específicos para apoiar os jovens empresários que partilhem esta visão. É o caso Finicia, ao abrigo do qual o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IPMEI) coloca ao dispor dos empreendedores mais inovadores cerca de 96 milhões de euros de apoios, sob a forma de linhas de crédito e capital de risco. A iniciativa empresarial agradece e muitos são os que já candidataram as suas ideias a esta plataforma de apoios.

Através da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), uma das entidades dinamizadoras do Finicia, o programa recepcionou no ano passado 400 candidaturas. A comissão de avaliação da ANJE seleccionou apenas 31 projectos que submeteu à análise da plataforma. Desses, até à data, foram aprovados dez e a associação vê agora nascer a primeira das empresas Finicia. Chama-se Fruto Proibido, funciona no Shopping Cidade do Porto e assume-se como um espaço orientado para a produção e comercialização de bebidas não alcoólicas e de refeições ligeiras, sempre associadas a produtos alimentares saudáveis.

José Fontes, coordenador da Academia dos Empreendedores da ANJE (que tutela dentro da associação a gestão deste projecto), desmistifica estes números: “a razão pela qual em 400 candidaturas, apenas uma está neste momento a funcionar prende-se exactamente com a ambição de termos negócios de grande qualidade e muito diferenciados”. O responsável argumenta que “mais do que muitos negócios, o Finicia quer apoiar projectos de elevado potencial, muito bons, competitivos e diferenciadores”. Contudo, José Fontes adianta que outros nove negócios estão já a arrancar no mercado apoiados por este programa e é de prever que o IAPMEI aprove mais do que as dez ideias já viabilizadas.

Enquanto entidade dinamizadora da Plataforma Finicia-Eixo II (Negócios Emergentes de Pequena Escala), a ANJE assegura a angariação, avaliação e selecção de ideias de negócio nas regiões di Minho, Grande Porto, Alentejo e Algarve. José Fontes explica que “nesta triagem de negócios, a ANJE privilegia o perfil do empreendedor, a sua convicção no projecto, a inovação da ideia, a sua viabilidade económica, o potencial de criação de postos de trabalho, a inovação e a utilização de tecnologia”. Após esta fase de selecção, a ANJE encaminha os projectos para a plataforma para uma validação final tendo em vista o financiamento. “Uma vez aprovadas, estas ideias recebem um apoio de 2500 euros que lhes permite elaborar um plano de negócios que será posteriormente apresentado à InovCapital, a quem caberá o parecer final relativamente ao efectivo financiamento para a constituição das empresas”, explica o coordenador da Academia de Empreendedores adiantando que em todo este processo a ANJE presta apoio técnico ao nível da consultoria aos potenciais empreendedores.





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